quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

Maligno




Tudo deixa uma marca.
um trilho que nos guia de volta ao primeiro pecado original.
E como gostamos de pecar.
Sei que está aqui, algures ...
Não consigo encontra-la ,
Porquê?
A nódoa que deixaste foi bem negra
Porque não aparece ?
Mas ainda está dorido...
Faço do meu corpo um mapa ,
De uma estrada sem fim
Foi por isso que desapareceste?
Gostas de saber onde as coisas começam e acabam ?
Desculpa, não tenho culpa nenhuma.
Trago este símbolo do infinito
Como amuleto da sorte!
Devias tê-lo aproveitado...
Tornar te ia imortal.
Agora aguarda, aguardas, aguardas...
Sabes quando for...
Será apenas um beijo,
A tua sentença da morte !
Morde uma vez mais,
O antídoto é arrancar o mal pela raiz
O que é que ainda esperas?
Alvo fácil,  sou vitima ao dispor de qualquer crime
Que queiras orquestrar,
As coisas que eu sei, que ainda gostavas de fazer comigo...
Tira de uma vez, o penso rápido,

Preciso de encontrar a maldita marca,
Algumas mazelas só se curam ao ar livre.

Há que deixa-las sangrar...

Gota a gota,

tudo o que precisarem sangrar.










Sarah Moustafa

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