terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Morre, de uma vez.




Não te convidei.
Forçaste a entrada.
Não te deixei.
Partiste nas sombras da madrugada
Procurei por um bilhete,
O papel que por descuido deixaste cair
tem a textura de esperança vã
Criada a partir de um sonho, que entre o sono, era nada !
Diz-me, porquê?
O que fiz...
Para não ter em mãos uma única palavra?
Entreguei-te milhares de poemas,
Quase a totalidade da minha alma...
Não é justo.
A vida nunca é.

Dizem, tem calma, a calma também é um super-poder.

Mas eu só quero destruir isto tudo de uma vez.

Maldição que sobrevive á própria morte.

Não morre, não renasce

Deixa-me em paz.

Deixa-me em paz...

Já é tão, tão tarde....




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