sábado, 15 de junho de 2013

Porquê ?




Tenho medo do próprio medo
E medo acrescentado
De tudo o que este não me deixa fazer
Enclausurado

Porque receio agir
Diante instantes de vida que suprimir?
E porque choro tanto
Quando devia de tudo rir?

E porque não me solto
Da Jaula Aberta
Grilhões Liberta
E Corro Selvagem
Para Parte Incerta?

E porque não Grito
A Voz Calada
Que Brada e Sinto
Mas porquê...
Porque não a Digo?

E porque não me entrego
A uma Paixão Desmesurada
Tamanho da minha alma exacerbada
Que me consome a Vida
Desenfreada?

Porque não me dou a quem quero?
E porque se o quero
Insadeço
Desespero!

E porque me Dói
Todos os Dias
Ininterrupta
A mágoa que não Devia?

E porquê a tantas Questões
Que especulam
Questionam
Enxames Vorazes
De Perpetuas Confusoes?

Porque me Decepcionam
As Respostas
Que não respondem
Nunca
Aos pontos Curvados
Das minhas Interrogações?


Sarah Moustafa

1 comentário:

  1. E todo esse vulcão de confusões, de sentimentos precisa ser domado e libertado para poder sentir a alma livre. Externando as emoções e fazer tudo que se tem vontade. Lindo, bjus

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