segunda-feira, 24 de junho de 2013

Pingo D' Alma



Seguro uma lágrima
Que não sei de onde vem
Incógnita 
Misteriosa
De que voz a chamei?

Sobre ela me debrucei
Uma gota de água
Mas não molha
Não sabe a sal
Não sei se dói
Se é mágoa
Como dela 
Sendo minha
Nada sei?

No orvalho
Minha atmosfera condensada
Sumida que não chorei
Vivo este pingo
De que não me lembrei
E a persigo intensamente
A origem sem mãe

Algum Dia
Alguém a descobrirá ?
Num broto de Flor
Numa página amachucada
Será?
Alguém que a sentirá
Porque ali a encerrei ?

Nestas palavras transpiradas
O pranto que vos escreverei
Que é uma lágrima só
Não será minha 
Porque em mim
A matei ?
Será Vossa
Na posterioridade em que a encontrarei  ?

Sarah Moustafa




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