segunda-feira, 3 de junho de 2013

Conhecer-te





Conhecer-te sem fronteiras
Arrasta-las sombrias
Diluídas nas ombreiras
Desfeitas tão frias...

Conhecer-te sem limites
Despir-te de véus
Translúcidos por onde me vistes ...
E bradar-te aos céus!

Conhecer-te sem tempo,
Mostrar-te a palma aberta da minha mão
Capturar esse momento
Onde ela é palco da nossa ovação...

Conhecer-te sem te entender
E deixa-la sempre aberta
Onde possas sobreviver
Desta vida tão árida e deserta

Conhecer-te sem nunca te conhecer
Conhecendo o que desconheço
No conhecimento infindável
Da sede que de ti bebo
Para me conhecer!

Sarah Moustafa 

2 comentários:

  1. Reconhecer a alma translucida para o amor é a grande virtude do conhecimento! abraços

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  2. Muito bem construído o poema Sarah. parabéns

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