quinta-feira, 26 de julho de 2012

Agradecimentos De uma Neta




Em celebração do dia dos Avós, eu aquela que jamais te esquecerá, te honro com as palavras ...que são a única forma de comunicação que podemos ter presentemente.
Calculo que já as saibas pois estas são repetidas diariamente no refugio onde te abrigaste no momento da tua partida.
Não há nada nesta realidade de que eu guarde melhor lembrança e mais saudade do que senão os momentos que partilhamos juntas.
Em celebração de um dia especial, não me irei amargurar com palavras tristes que a tua ausência provoca mas palavras de uma neta orgulhosa até ao fim dos seus dias por ter conhecido uma mulher que para alem de bonita...foi uma mulher EXTRAORDINÁRIA como jamais encontrarei semelhante na minha jornada.
Obrigado pelos anos que me dedicaste e que me permitiste fazer parte da tua vida.
Obrigado por nunca me abandonares.
Obrigado por fazeres de mim quem sou.

Sarah Moustafa

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Irmãos






Ter irmãos é um misto de sensações muitas vezes contraditórias, muitas vezes sem sentido...mas no meio dessas confusões há algo que permanece numa relação de irmãos, seja ela de que tipo for, o Vinculo.
Tendo ou não uma boa relação com os petizes, as vezes nem tanto assim pequenos, existe um laço que os une irremediavelmente, uma história partilhada, não interessa por quanto tempo, um tronco importante na nossa árvore da vida.
Nas nossas raízes e na nossa fundação.
Mesmo nos momentos mais afastados, em que por qualquer motivo repelimos esta ligação, e é uma ferida atroz essa ausência física ou psicológica, a unificação por mais que tarde, acaba por acontecer as vezes nem sempre pelos motivos mais felizes....mas acontece.
Quantas vezes chegamos a casa de rastos e eles estão lá para nos animar?
Quantas vezes criamos as maiores invenções juntos e manipulamos a mãe ou o pai á nossa vontade?
Quantas gargalhadas foram trocados no seio do lar?
Quantas lágrimas acolhidas?
Nos piores dias , naqueles onde nada nem ninguém faz sentido, onde tudo nos parece errado, onde o desanimo toma conta de nós....eu paro e olho para as abençoadas irmãs...e quando me sorriem iluminam e transformam a noite em dia.

Sarah Moustafa

Carneiros- Diamantes em Bruto




Quando olho vejo mais do que é visível a olho nu, não me contento com menos.. não agora que finalmente vejo com clareza aquilo que passa fusco aos olhos de outros.
No coração de pedra eu vejo um rochedo que criou as maiores muralhas para proteger um bem valioso, escondido nos recônditos de uma das suas grutas.
Qualquer tentativa de aproximação da sua entrada é fortemente barrada pois os testes de confiança nunca são suficientes para revelar se somos merecedores do seu precioso bem.
Onde outros vêm uma aspereza e arrogância sem fim eu vejo um sistema de defesa fantasticamente criado para prevenir a fraqueza que um coração desprotegido sofre.
Nas lutas e rivalidades eu vejo uma sensibilidade castrada com a necessidade de afirmação num mundo por explorar.
Nas palavras amargas eu vejo a emoção bloqueada e na impaciência...essa adorável impaciência eu vejo um guerreiro que nascendo num ambiente hostil assim  se formou.
Mas sobretudo eu vejo a LUZ que cativa fulgente nos sorrisos, nas brincadeiras na espontaneidade e veracidade que te compõe.
Eu vejo o que guardas nessa mesma gruta. 
O Diamante. A pedra preciosa embrutecida nas vicissitudes da sua criação. A pedra filosofal genuína.
O Diamante que tanto temes mostrar é precisamente o motivo de te amar.

Sarah Moustafa

Os Opostos





Como é difícil integrar as energias opostas...O trabalho apresenta-se árduo e com uma necessidade de compromisso e de fidelização ás próprias energias divergentes que muitas vezes não conseguimos ter.
Não conseguimos ou simplesmente não queremos.
Apresenta-se demasiado intenso, demasiado fustigante, demasiado violento para o mar revolto das emoções que tentamos encobrir e refrear dos olhos alheios, aos quais não permitimos o mais pequeno vislumbre da fragilidade inerente a um ser humano que devotamente quer uma relação mas não a entrega.
A entrega parcial  é exactamente um dos maiores catalisadores das separações, que acontecem cedo demais e que nós próprios , tendo esta consciência, deixamos ir.... Deixamos ir... de uma forma inacabada, inexplicável, infiel aos nossos sentimentos que deixa nada mais do que um rasto de tristeza, decepção, amargura, revolta e raiva enlaçados no profundo vazio que nada nem ninguém consegue preencher.
Tal como cada ser tem a sua distinta impressão digital, cada pessoa que deixamos que toque fundo no nosso coração deixa uma forma de marca única, onde mais ninguém cabe , a não ser aquele mesmo que a executou.
Pior que a extinção de sentimentos são as diferenças irreconciliaveis pois neste caso o sentimento permanece tanto ou mais forte do que nunca, falta apenas a perseverança e determinação numa luta desenfreada dos pólos que tão terrivelmente se desejam e se repelem... Isto sim, é triste e devastador para as ambas as partes, que diariamente vivem com o peso e  responsabilidade da infelicidade que os próprios trouxeram para dentro das suas vidas.
Frustrante....


Sarah Moustafa

terça-feira, 24 de julho de 2012

O Romance - Vénus em Peixes





De Doçura Encantadora te banharam na aurora da manhã, no dia em que te libertaram do ninho e abriste os olhos assustada, arregalada com a indelicadeza do gesto, tal ficou evidente.
Uma princesa, no verdadeiro termo da palavra, desajustada ás inovações de um mundo actual que se lhe assemelha difícil compreender.
Uma romântica idílica, uma tonta que procura o amor, literal, sobre todas as formas.
Encanta-se com a textura do tecido que a cobre, com a simetria das feições, com o odor das paginas de um livro antigo , com o verdejante jardim que a rodeia, com a delicadeza da rosa que mesmo murcha nunca deixa de ser bela....O encanto dos seus olhos não é feitiço que possa ser resolvido, retirado ou melhorado, é   a forma única, particular de suportar um mundo que não compreende e como tal abençoa-nos com uma paz de alma ...quase aterradora. Hipnotizante... Ou não fosse o mestre dos véus seu Pai.
O sonho comanda mesmo a vida de uma eterna apaixonada, longe das redes carnais ou volúpias, pois o seu amor é a dissolução dela e dos outros no universo.
A utopia das relaçoes impossíveis mas ainda assim tão fantásticas, aquelas que nos comovem e que mesmo passado milhares de anos se continuam a propagar de geração em geração...
O amor impossível no plano físico mas para sempre perpetuado na eternidade.
Ela espera  o tempo que for necessário, sempre paciente, sempre carinhosa, pela chegada de um príncipe que muitas vezes tarda, que muitas vezes não existe, ainda assim, ela aguarda fiel pouco se importando com as horas, com as condições e o meio envolvente que tentam restringi-la na procura vital de um grande amor.
De um grande propósito.
Um completo Virginiano trejeitaria ironicamente, descrente da possibilidade de existir alguém assim tão tolo... mas quando a conhecesse....a tolice certamente se transformaria na maior das admirações e quem sabe...não seria ele mesmo o Príncipe que esta Venus aguardava desde sempre e para sempre.



Sarah Moustafa

segunda-feira, 23 de julho de 2012

O Jogo






Redes de prazer e estimulação tu crias nas artimanhas que um simples lançar de dados provoca.
Jogas em cada movimento que fazes, em cada palavra que proferes como se a tua expressão verdadeira assim se dependesse.
Irradias com o sucesso da jogada tal como esmoreces com a falha da mesma.
Poderás ser mal interpretado, alias desconfio que tal suceda com regularidade, mas no fundo não te incomoda assim tanto pois não?
Deveras, aprecias o facto de seres motivo de conversa, é sinal que adquiriste um certo estatuto que te reveste das aclamadas, ou não tanto, criticas que tentas sempre extrair como construtivas.
Inflama o teu ego veres a propagação que uma simples jogada, por vezes restrita ao plano mental, consegue ter.
Um estratega, para os benevolentes, que agarra na totalidade da massa cinzenta e a utiliza em seu proveito com o brilhantismo de ser arquitecto do seu próprio fado.
Um charlatão, para os menos elevados, que se aproveita das carências e falhas alheias em seu usufruto leviano, insensato comutado das irresponsabilidades infantis de querer e precisar de chamar a atenção.
Pontos de vista assim será mais correcto afirmar....Ou será que não?

Sarah Moustafa

sexta-feira, 20 de julho de 2012

AMIGO?






Celebrando se hoje o dia do amigo, questiono o que esta palavra significa em toda a sua extensão?
Um amigo será aquela pessoa que te conhece na totalidade, a luz e as sombras, inerentes ao ser humano em aprendizagem, e ainda assim te AME?
O que tem e não tem alguém com este estatuto direito de fazer?
Será que passa tanto pelo fazer ou como se fazer?
Como se constrói uma amizade? E sobretudo como se mantém?
Nos elevado valores que diariamente nos são exigidos este é constantemente esquecido em prol dos favorecimentos sociais. Verdade Nua e Crua.
Se te favorecer é uma boa amizade, ajuda te a permanecer de pé , menos inseguro, nas índoles complexas das esferas das relações e do comportamento humano.
Então e quando o amigo erra, erra ao ponto de ser alvo dos mais duros julgamentos, em que lugar te colocas?
Na testemunha de acusação ou defesa?
Depende.
Será que isto sequer deveria de acontecer? Um depende?
Quando aceitamos uma pessoa na nossa vida e a convidamos a fazer parte dela não podemos esperar que esta ,em algum momento, não nos vá desiludir, porque nós mesmos fazemos questão de nos idealizar e projectar sobre o outro. Então que hipocrisia seria esperar um comportamento correctamente adaptado a tua personalidade, certo?
Poderei concordar ou não com o que dizes, mas defenderei até a morte o direito que tens em fazê-lo, eis uma velha máxima perfeita para as palavras que este texto sucinto mas repleto de emoção, me faz sentir.
Um bem haja aqueles que erram mas que tem o amigo que não julga.
Um bem haja aqueles que perdoam em prol deles mesmo e dos outros.
Um bem haja aqueles que não se influenciam com as vozes la fora.
Um bem haja a quem não esquece o passado e coloca o futuro em causa.
Um bem haja ao amigo MAIOR que ele mesmo.

Sarah Moustafa

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Remendos





Coração remendado , não te cansas de acreditar?
Como suportas tanta dor e mesmo assim continuas a pulsar ?
O que te agarra a vida? O que te impede o cessar da maquina ,gasta nas frivolidades cruéis de que és alvo, por sempre quereres acreditar...
Ah esse optimismo vai ser a tua maior desgraça ou a tua maior bonança.... será que vale a pena correr esse risco?
No meio da multidão , o teu coração é o único que bate desta forma tão singular...e por isso mesmo sofres e sentes como nenhum outro...
O desejo de o arrancar do peito , de o ver cair aos teus pés, de o pisar para observar o sangue jorrar pela calçada, atinge te porque não consegues suportar a dor que um órgão tão pequeno te consegue proporcionar.
A inutilidade de sofrer por não te cansares de o utilizar , de quereres ver sempre a luz no meio de toda a escuridão e de esta nunca chegar até ti, amargura-te.
Qualquer dia já não terás mais espaço para os remendos bonitos que lhes colocas e aí o que farás?
Desistirás daquilo que toda a tua vida te moveu?
Ou farás um esforço para retirar todos os pensos com que cobriste as feridas para que finalmente possas ver o estado de cicatrização de cada uma delas?


Sarah Moustafa

sábado, 7 de julho de 2012

Programação Infantil!




Um corpo tão pequeno e delicado carrega na sua imensidão uma curiosidade mórbida , tocante, de perceber o mundo que a envolve.
Os porquês ressoam tão naturalmente nuns olhos grandes ávidos por entender ..prontos a qualquer resposta que um adulto lhe queira dar.
Na sua ingenuidade e credulidade, tipicamente naturais da tenra idade, acreditam nas respostas, por vezes, tão hipócritas, que lhes conseguimos dar.
Fraquejamos em responder da forma adequada , porque simplesmente não queremos que saibam cedo de mais , ou o que assim consideramos, a realidade por vezes tão cinzenta em que habitamos.
Então num misto de falsidade e protecção oferecemos uns óculos , ás pequenas criaturas, com lentes hiper-mega cor de rosa!
Uns óculos repletos de belíssimas imagens, sonhos e contos de fada que activam uma imaginação, já por si fecunda, a níveis incrivelmente fascinantes.
Mas será que ao oferecermos tal presente sabemos o que realmente lhes estamos a dar?
Será saudável para a criança ou confortável para os pais, que tal como os filhos foram ,em tempos idos, ludibriados, ainda que quase inocentemente, pelos agora avós?
Interrogo-me como ser possível, tendo esta consciência, fazer presentemente o mesmo com os filhos aquilo que, de certa forma, os prejudicou na inserção da realidade muito pouco cor de rosa.
Hipocrisia revoltante!
Revolta pois muitas vezes é no próprio lar, no próprio ninho, que se formam os maiores monstros da sociedade e tudo porque somos constantemente descrentes na nossa propria capacidade de ultrapassar os traumas que sofremos e que cruelmente passamos aos rebentos como se de uma patologia hereditária se tratasse.
Infectamos a sua pureza mental. Programamos o ser dependente de nós naquilo que nos concerne e não ao que realmente importa á criança.
Não a estimulamos a ser ela mesma na particularidade da sua formação individual.
Criamos as ovelhas do rebanho.
Felizmente, de vez em quando, surge na aglomeração do mesmo alguem distinto.
 A ovelha negra, que de negra nada tem,pois apenas aprendeu a pensar por ela mesma!

Sarah Moustafa

sexta-feira, 6 de julho de 2012

As mil e umas noites





Nas areias do tempo eu invento as mais maravilhosas historias, repletas de aventura, heroísmo, guerra, sexo e sangue onde poderás permanecer preso nas redes do que a minha língua de conta, nas noites quentes de verão.
Num deserto sem fim , eu me redimirei, nas tertúlias impostas ao preço da minha salvação.
Passarei a mensagem, distraindo-te da malvadez que te assola e que te faz cometer os mais hediondos actos.
Na fogueira acesa, as fagulhas da curiosidade divagam brilhantes acima de nós, não permitem descanso, não permitem sossego apenas uma continuidade do trabalho iniciado.
Queres ouvir mais, ainda que fantasiado, permites esse ludibriar, por apenas um segundo, poderes fazer parte das assombrosas aventuras que te continuo, sempre incessante, a proferir.
Talvez por contemplares algo de profeta em mim, permitas a mentira enlaçada na imaginação do além.
Talvez por isso o meu sangue ainda não tenha jorrado nas areias movediças do teu reino.
Gostas de acreditar no meu sibilar , na minha entoação na minha coordenação linguistica diligente e precisa , como se de algum jeito mágico eu pudesse adivinhar o que precisamente, queres ouvir.
A magia das palavras ecoa fundo no teu ser, ajudando no processo de cicatrização, que nos tempos idos um    sabre , nas formas femininas, te perfurou fundo na carne.
Olhas para mim  e pela primeira vez não sentes a sede de vingança a emergir e interrogas-te se serei maga ou feiticeira disfarçada num corpo de Virgem menina.
 E apesar dessa duvida , suficiente para a usual carnificina, permites me o alentar da vida pelo menos enquanto mais mil e umas histórias eu te puder contar...


Sarah Moustafa 

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Mulheres!


Only a women can make it work with so little...




Numa realidade cada vez mais andrógena interrogo-me do que foi feito do classicismo do arquétipo masculino e do arquétipo feminino?
Quando me refiro a arquétipo , falo sobretudo, das tonalidades tão particulares do universo da mulher.
A forma como se apresentam , como se vestem, como caminham nos saltos cada vez mais rasos...
Entristece-me profundamente, a cada vez maior, desconexão com estes valores, idílicos para uns, conservadores para outros, mas tão importantes para mim. ( ou talvez para a minha Vénus em Libra )
Uma mulher coberta de metal ,que lhe esburaca a pele, ou de tinta simplesmente horroriza-me, apesar de compreender a necessidade quase que ultrajante, de se rebelarem e passarem qualquer tipo de mensagem para a sociedade(Úrano), considero um verdadeiro atentado á beleza única que nos foi concedida.
Pois a maior sofisticação encontra-se na simplicidade.
O cabelo pintado das mais estranhas tonalidades, com as mais estranhas formas, a roupa tão masculinizada, larga e rasgada....
Enfim.. uma mulher é sempre um poço de infindável sensualidade, é uma essencia peremptória com que é banhada assim que a formação do sexo acontece.
É doçura e candura tocante ainda menina, vulcânica eruptiva em mulher e não satisfeita... a fruta madura sabedora quando o encantamento da juventude desvanece.
É milagreira da continuação da vida e provocadora das maiores guerras num mundo que sempre foi dominado pelo Homem.
E será que foi o Homem o verdadeiro detentor dessa dominação ou a Mulher que sempre tudo arquitectou, manipulou e seduziu para que acontecesse da forma que sempre quis?

Sarah Moustafa

Audrey Hepburn


Grace kelly
         

Saudade




Saudade ... Saudade....
Que insistência em relembrar os bons momentos de uma outra hora em que a alegria me acompanhou de mão dada com a resplandecência das gargalhadas sonoras que partilhamos tantas e tantas vezes...
Luto diariamente para que as formas do teu rosto , todos os pequenos detalhes, se mantenham vivas na lembrança.
Os anos passam e tão longínqua permaneces, a distancia física é tão dolorosa...por vezes , num louco impulso, desejo ardentemente ir ao teu encontro.
Um encontro não sei bem onde, e também não interessa, porque por ti eu caminharia este mundo e o outro, se por um segundo que bastasse, os nossos braços se pudessem envolver no abraço que tão impiedosamente foi interrompido.
Numa bela mulher te tornaste, dizem por aí perdidos na volúpia que não me diz nada, e não me importa, não me concerne..porque eu ainda me vejo como a menina de 9 anos desengonçada, de collants rotos, que corria feliz até ti sempre que retornavas do longo dia de trabalho.
Na penumbra eu insisto em permanecer num luto sem fim...
Nas profundezas do meu ser habitas ,aí bem fundo, onde nada nem ninguém te pode levar de mim.
Onde não padeces nos tentáculos de uma vil doença.
Onde descansas na serenidade da complacência.
Onde decoras essa nova residência, o meu coração, com a luz flamante da eternidade.


Sarah Moustafa  

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Super Homem






Nas divagações da imaginação costumava desejar ardentemente ter em mim algo de sobrenatural.
Voar os céus? Ser indestrutível? Lutar contra os maus e vencer sempre??
Quem não o desejaria?
O Super-Homem era de facto uma personagem que encaixava com perfeição nos meus anseios, no entanto a medida que fui crescendo e me deparando com uma serie de situações conclui , e felizmente que o fiz, que o verdadeiro Super-Homem está encarcerado dentro de nós.
Cativo na jaula que construímos e que tão dificilmente nos permitimos abrir. A chave desta prisão está diariamente nas nossas mãos, na nossa consciência,  mas chega o fim do dia e volta para o fundo da mala, e porquê?
Porque somos fracos, comodistas na nossa propria desgraça, catalisadores do nosso infortúnio , egoístas ao supremo pois nessa opção de viver deixamos sempre danos colaterais.
As repercussões atingem severamente aqueles que nos são próximos.
Somos todos heróis, a semente do guerreiro, é implantada assim que nos formamos em embrião.
A pior das batalhas é aquelas que travamos connosco mesmo, com os vilões e os Lex Luthor interiores.
Está tudo cá dentro, as respostas, as soluções do insolúvel!
Agarra na maldita da chave e LIBERTA TE!

Sarah Moustafa