sexta-feira, 28 de junho de 2013

Chegou a Hora !





Chegou-nos a hora do chega!
Chegou-nos a verdade que não sossega!
Porque é o tumulto que a delega
E a resignação que a Renega

Chegou-nos o aviso de transformação
Á força ou por Vontade
Acabou a Delimitação
Revelou-se a Corrupção
Corrompida á exaustão!

Existem mil e uma formas
Sem condutas ou normas
Segredos subtraídos
Expostos sem Retomas
Chegou a hora da Reforma

E o basta que gritamos
É a música que não cantamos
Ela vem aí
Melodia de novos anos

Chegou-nos a hora de chegar!
O basta é insuficiente
Se bastar é armadilha
De um Mundo que não se quer levantar !


Sarah Moustafa

quarta-feira, 26 de junho de 2013

Falta




Sentir a falta de uma presença, como se sente ?
Como não se sente a ausência de uma permanência?
Como se contorna a falta do que nada há para faltar?
Como se ama sem saber a esse amor chegar?
Sinto tanto a tua falta, e tu não és ninguém.
E tu não tens identificação és um vazio em estagnação.
Uma parte de alguém...
Nada fica, tudo se dissolve, é imaterial.
Nada tem substância, nada me firma numa linha recta de constância.
Sou inconstante sem instantes, sem tempo, sem vida ou morte, apenas sou demais para quem aqui me restou.
São todos iguais.
 E nada resta e tudo peca, por essa falta onde só habita transtorno e até esse me falta !
Sou demasiado sim, e tudo me sabe a pouco, mesmo quando tem o sabor de tudo.
O tudo é só infinito e mais além houvesse, que sempre seria um ponto findado, mal amado de uma exigência sem horizonte.
Sem ponte como se atravessa todo este mar?




Sarah Moustafa

terça-feira, 25 de junho de 2013

Como se é Mulher ?





Tenho sede de um licor qualquer
Que me amorteça a secura
De uma alma em tortura
Que se extasie embriagada
Nisto de ter sede de ser mulher

E mulher seria menina
Doce e Carente
Pequenina
E mulher seria adolescente
De vida em fogo incandescente
Selvagem 
Inconsequente
Irresponsável 
Deitada
De um primeiro Corpo Enamorada
Entregue á sua turbina

E mulher seria alimentar
A amargura de um desgosto
Que não consegue findar
Pois é tamanha a ternura
A que ela se consegue doar
E mulher seria recusar
Um homem que verdadeiramente a sabe amar
Ela já amou
E a verdade é que esse é um insubstituível lugar
Ela ama vários
E na pele cicatriza-os precários
Um a Um
No secreto mostruário

E ser mulher é ser segredo
Divino tentador
O pavor de homem
Que apenas dela tem medo
Seria ser sublime e assustadora
Fogem !
Nas arestas pontiagudas
Ásperas de um crime
Ser suave e beijar
A força de que ela não sabe

Tenho sede de um cálice qualquer
Que me seduza a Língua
E fortifique o que o tempo mingua
Como se é
De onde nasce
Uma verdadeira Mulher?


Sarah Moustafa




Os Olhos de Sempre





Sempre tive estes olhos
Estes que mais ninguém tem
Tendo-os na mesma
Sepultados nas órbitas de alguém.
O jazigo dos seus
Que não sendo
São meus
Sempre no alto de um Olimpo...
Sempre Curvados a Zeus.

Sempre tive a falta desses olhares
Que se trocam breves
Ondulações de diferentes lugares
Não sendo Oceanos
Formados dos mesmos Mares
E não se fundem e confundem
São apenas Pares.

Sempre tive a consciência
Da sua fome
Os olhos mendigos
Vagueiam sem Nome
Na decadência
Esfomeados de um Saber
Que não conhecem
Por não reconhecer
Que são a Inocência
De um corpo que se evade
De Consciência

Sempre me faltaram os olhos
Que não me levaram
E o brilho de que me louvaram
Porque não se extingue
E acredita sempre
Que existe o sonho
Que neles se estilhaçaram?

E alguém me dizia
Que olhos Lindos
Que olhos Grandes!
E eu Pensava
Antes não fossem...
Antes fossem
 Tão pequenos
Que se estreitassem 
E conformassem
De sabores amenos
Antes fossem eles
Tão banais
Que nunca se diferenciassem
E nos outros se pudessem recostar
Sendo Iguais.



Sarah Moustafa

segunda-feira, 24 de junho de 2013

Pingo D' Alma



Seguro uma lágrima
Que não sei de onde vem
Incógnita 
Misteriosa
De que voz a chamei?

Sobre ela me debrucei
Uma gota de água
Mas não molha
Não sabe a sal
Não sei se dói
Se é mágoa
Como dela 
Sendo minha
Nada sei?

No orvalho
Minha atmosfera condensada
Sumida que não chorei
Vivo este pingo
De que não me lembrei
E a persigo intensamente
A origem sem mãe

Algum Dia
Alguém a descobrirá ?
Num broto de Flor
Numa página amachucada
Será?
Alguém que a sentirá
Porque ali a encerrei ?

Nestas palavras transpiradas
O pranto que vos escreverei
Que é uma lágrima só
Não será minha 
Porque em mim
A matei ?
Será Vossa
Na posterioridade em que a encontrarei  ?

Sarah Moustafa




quinta-feira, 20 de junho de 2013

Happy F***** Birthday !- Uma Mensagem a TODOS










Este texto, eu o dedico aos cépticos, aos incrédulos e aos críticos.
Dedico palavras de amigo.
Porquê? 
Porque as persigo e só as encontro, como as perco, por vocês, em que me inspiro.
Porque existe um mundo a que aspiro e são vocês, menos ou mais do que Eu, que o fazem o meu abrigo.

Este texto dedico a quem lê e me vê, e me deixa irremediavelmente ligada nessa mercê.
Porque o que me conecta no meu espaço, é um silêncio indivisível de um constante abraço, onde a identificação alheia é o trabalho que projecto do coração.
Porque as minhas palavras não são letras, não são teses rectas e projectos de actas, porque as minhas palavras não são racionalidade de escritor que assume uma literária identidade.
Eu não a tenho e não a quero.
E não a tento, pois há um profissionalismo isento, que não me enquadra ao tamanho de qualquer enquadramento.

Este texto eu dedico a quem não me quer ler e a quem não me quer crer, se existe alguém assim, ainda bem, são bem-vindos a uma casa que os vais sempre acolher.
Solidária ?
Não, o perdão faz-se porque dele só se á a receber, e eu quero crescer continuamente através de quem me ama ou odeia, através de quem me admira ou rejeita, não há biombo aqui que separa ou desrespeita. 
Quero ser grande e se são eles aprendizagem... avante!

Este texto dedico ao leitor de bastidor, que se o faz saiba que é um leitor especial, também eu sou espectadora de cortina e apreciadora da ideia de um mistério, de uma visita que sem eu a saber, me impulsiona! Me impressiona !
Obrigado a quem aqui vêm e nada diz, nada comenta e o numero que regista é de uma vontade imensa, de voltar, de não vir nunca mais, ou um dia quem sabe antes de ser tarde demais.

Este texto eu dedico a toda e cada uma pessoa, toda mesmo, a quem um olhar meu se tenha cruzado, a quem uma silaba sua me tenha enunciado, a quem uma dor ou uma lágrima me tenha provocado e vice-versa eu o alimentado.
A qualquer pessoa que me tenha dado a mão, que me tenha esquecido do seu coração, que me carrega lá ainda em secreta razão, qualquer uma delas eu verdadeiramente dou um agradecimento, porque a minha vida é feita e construída desses momentos, que passam e ficam e é aqui que se frutificaram.
A todos os amigos que já não o são e em especial aos que se mantêm na minha linha de acção, obrigado.
A todos os romances que se extraviaram, culpa minha, culpa vossa, foram vocês que me recriaram, obrigado.
A toda a família que não me entregaram, que não conheci, que morreu, que adoeceu e sobreviveu, comigo sempre cresceu, de uma forma ou outra, é deles que o Eu viveu e vive e agradece de peito aberto, obrigado.

Este texto eu dedico a quem amo e o amor que emprego é universal. 
E quantas cabeças cabem numa alma que só acaba no que não tem final ?
São vocês, sim. TODOS.

Estes texto dedico-o a mim, especialmente, porque é nele que vejo a dimensão , a que muitas vezes me nego e fujo e recuso mas volto sempre... a ser quem sou, sendo autentica quando me derramo na minha criação.

Obrigado, do fundo mais intimo recanto, do meu coração.


Um Brinde Com Sabor A Milhares










Sarah Moustafa

quarta-feira, 19 de junho de 2013

Pensado & Sentido





O que em mim pensa
É o que em mim sente
Quando diz a verdade
Quando finge que mente

Só um pensamento
Pensado
Se sente
Sendo verdade inteiramente
Quando Sorri ingenuamente
Ou provoca tremendamente
É deveras
O seu conteúdo
Pensado
Sentido
Permanente

Tudo o que é pensamento
É vazão Indecente
É broto de um sentimento
Puro e Ausente
Lágrima Congelada no momento
Gargalhadas lançadas ao vento

E não minto
Se o que Sinto
É verdade
De uma hora Fingida
Que a sentiu Realidade !

Sarah Moustafa

terça-feira, 18 de junho de 2013

Conferência




Porque Escreve?
Porque Come ou Bebe?

Onde se Inspira?
No sitio que fica sem ar quando se respira....

Que sitio é esse?
O segredo não seria, se eu o soubesse.

Porquê Poesia?
Como se vive sem Moradia?

Porque não um Romance?
Porque não chega o que está ao nosso alcance?

E a prosa?
Porque não uma orquídea em vez de uma Rosa?

O Que Pensa Quando o Faz?
O que não se pensa que ninguém faz.

O que faz ?
O que a Guerra faz com a paz ?

Mata-a ?
Ressalta-a.

Quer Explicar?
Quer Tentar?

Sarah Moustafa


segunda-feira, 17 de junho de 2013

Fica






Aqui
Agora
Aqui fica,
Sem Pressa
Sem Demora
Aqui sim
Não existe Hora
Aqui
Fica
Até quem vai Embora

Entra
Resguardo
A Memória
Aqui
Jaz o Altar
De toda a História
Tenta
Fica
Brinda
O cálice 
De alguma Glória!

Aproxima-te
Aqui
Sim
De Mim
....

Sarah Moustafa

Ontem




Ontem foram os braços
A que abraçados 
Me Prendi
Onde começa
O que acaba?
A distância
Como a esqueci?

Ontem foi um beijo
A que me devolvi
Para onde foi
Quando Volta?
O sabor de língua
Em que me perdi ?

Ontem havia um corpo
Preso a Dois
 Aberto a que me Fundi
Quando acaba
O que começa
E quase não o senti ?

Ontem foi na Vida
Que Eu Morri
Derrubada numa cama
Sem fronteira
Contra o Tempo Corri
Já Passou?
Ainda não?
Como Sobrevivi ?

Sarah Moustafa

sábado, 15 de junho de 2013

Porquê ?




Tenho medo do próprio medo
E medo acrescentado
De tudo o que este não me deixa fazer
Enclausurado

Porque receio agir
Diante instantes de vida que suprimir?
E porque choro tanto
Quando devia de tudo rir?

E porque não me solto
Da Jaula Aberta
Grilhões Liberta
E Corro Selvagem
Para Parte Incerta?

E porque não Grito
A Voz Calada
Que Brada e Sinto
Mas porquê...
Porque não a Digo?

E porque não me entrego
A uma Paixão Desmesurada
Tamanho da minha alma exacerbada
Que me consome a Vida
Desenfreada?

Porque não me dou a quem quero?
E porque se o quero
Insadeço
Desespero!

E porque me Dói
Todos os Dias
Ininterrupta
A mágoa que não Devia?

E porquê a tantas Questões
Que especulam
Questionam
Enxames Vorazes
De Perpetuas Confusoes?

Porque me Decepcionam
As Respostas
Que não respondem
Nunca
Aos pontos Curvados
Das minhas Interrogações?


Sarah Moustafa

Ampulheta



Um segundo
Já passou...
Um minuto
Quem o levou?
Uma hora
Alguém Denunciou...

Um Dia
Onde se Guardou?
Uma semana
Quantos corpos encerrou?
Um mês
Milhentas vidas procriou!

Um Ano
Quanta Glórias conquistou?
Uma Década
Quantas Catástrofes Gerou?
Um Século
Que História que nos Ensinou?
Um Milénio
Que Segredos Revelou?


Sarah Moustafa

quinta-feira, 13 de junho de 2013

Existe





Existe um vaso
Carregado de Flores
Esplêndidas e Viçosas
Cobertas de Dores

Existe Sim
Uma vasilha de Água
Parada e Translucida
Estagnada de Mágoa
Sem Fim

Existe um Jardim
Decorado de Botânica
Ausente de Jardineiro
E Primavera Balsâmica
Gelada num mês de Fevereiro

Existe o que não Existe
E Existir Só
Num fragmento sem Dó
Dor de Alma Afundada
Como dói 
Se só tu a Sentiste
O que deveras não existe ?

Sarah Moustafa

quarta-feira, 12 de junho de 2013

Só Sei Amar Quando Odeio





Só sei que Amo
Quando Odeio
E amo tanto
O quanto detesto
O amor que brota
O ódio que confesso...

Só sei que a linha que separa
Que delimita
É aquela que nos ampara
Em noites Solitárias
Conjuntas Precárias
É a diferença extrema
A extremidade que nos repara

Só sei Chorar
Quando me apaixono
E só sei Amar
De Verdade
Nos rastilhos que ficam
Pegadas de Abandono ...

Só sei a raiva
Mordida no Beijo
E a fúria de despejo
Apaziguada no afecto
Quando a cicatriz já não a vejo!

Só sei amar
O quanto existe
Para que te consiga Odiar .
Só sei Desprezar
A cólera
De quanto Amo
E quanto Odeio
Nesse Amar !


Amo-te
Odeio-te



Sarah Moustafa

terça-feira, 11 de junho de 2013

Dias Trocados




Há dias
 Que o vento me acaricia a pele
E chuva nada mais é
Do que pingos doces molhados
Nos meus lábios de mel...

Há dias que o Sol desponta
Raia alto
E me amedronta !
Dias de soturna alma
Perdidos sem Conta...

Há Dias Sem Sol
E Dias Sem Chuva
Manto de Céu Nublado
Carrega...
 Mas a Visão
Não me Turva !

Há Dias de Primavera Amena
Campos Floridos
Sorridentes que me Envenena
Alegria Ususpadora
Fazendo-me sentir tão pequena...

Há Dias Sem Dia
Dias de Chuva
Com Sabor a Sol
Que o paladar me Invadia...

Onde ficam os Dias
Quando acabam e Voltam
Diferentes e Iguais
Onde Foram?
Porque se Trocam ?

Sarah Moustafa


sábado, 8 de junho de 2013

É assim que um anjo chora ?





Interrogava-me 
Se um anjo chora?
Deliciava-me
A ideia da lágrima
Escondida na demora...

Porque deve um anjo chorar?
É divino
Que pode a ele lacerar?
Se não tem carne e sexo
Que tristeza mundana o pode magoar ?

Circunflexo de joelhos ele me sentia
Como podia ser invisível
Sublime se o sangue da substância
Eu lhe via?

E num sorriso reputado
Ele me respondia
Sou indivisível!
De mim mesma pertencia!

É assim que um anjo chora
A vida sensível
Da alma imperfeita que nele mora
Acariciando as esporas que traz ao peito
Curando o espírito na sua hora!


" This is how an angel cries
Tears from 
heaven and hell
Falling stars 
far far 
And beyond
From the known skies "


Sarah Moustafa


sexta-feira, 7 de junho de 2013

Nada Fica mas Tudo Volta





Tudo fica
Tudo perdura
E o nada é cantiga
Cantarejo de ternura

Tudo permanece
No reduto do tempo
O que ninguém conhece!
Sem calendário e assento
Sem preçário ao momento

Tudo se despede
Soturno pensando a morte
Que não querem que os leve
Para onde vai alma sem o seu porte?
Que sina ao homem, a sua Sorte!

Tudo regressa
Circulos de movimentos
A vida é sua remessa
Cíclicos Intentos
Onde ficam imortais estes testamentos?

Nada fica
Onde tudo está para ficar
É a resistência que complica!
Agarra a vida!
Ela abraça-te
Para te poder Largar!

Sarah Moustafa

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Transe ( It hurts so good)





Um fanatismo de vampirismo.
Um fanático que não morde.
Que não crava os dentes e rasga a pele.
Beija-a.
Beija-a, continuamente a cada mordida que lhe dá.
Lenta e sedutoramente...
Uma e outra vez.
Segundo após segundo exacto do mesmo minuto.
Sempre lenta e sedutoramente...
Esvazia-a de si.
Adormece o sono da vida mais eléctrica que propulsiona.
No sangue que escorre...quente.
Laivos de rubi pelo corpo manchado sem o ver...
Mas sabe.
Tão bem...
Faz tanto mal...
Arde-me a ferida com seu sal!
Como pode algo tão escabroso ser tão delicioso?
Uma vitima de sadismo.
Vitimada do que é culpada.
Que não o procura mas o pede!
Apelo á noite que ninguém quer.
Que a ninguém deseja mas....
 Como nela o seu desejo troveja!
Nuca desnuda...
Convite da Lua...
Pele pálida, sombra de prata, em si nua.
Lenta...
Veias abertas de vida tresloucada...
Sedutoramente...
Corpo inerte de morte procurada.


Sarah Moustafa

terça-feira, 4 de junho de 2013

Só e Tanto




Tenho só isto...
Um único beijo
Restante que dispo
Tenho só um
Que dar
Mísero 
Solitário 
Que beija sem beijar

Não tenho mais nada
Que este beijo
Entre os lábios calada
Entregar...

Tenho só ele
Velado
Nas gretas de carne incrustado
Aos olhos de ninguém espelhado!

Tenho apenas
O ultimato de beijar
Trago de enlevo que respiro
E como o dói respirar!

Tenho um beijo
Um ultimo
Miserável 
Cheio de alma 
Que uma boca reanimar

Tenho só tanto de um beijo
Perpetuo que doar
Que é tanto de fervor
Que num só selo
O imperecível de estrelas
Me quer circundar!

Tenho só um beijo
Que dar
Porque há só um que se dá
Quanto se ama tudo que há para amar!

Sarah Moustafa

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Conhecer-te





Conhecer-te sem fronteiras
Arrasta-las sombrias
Diluídas nas ombreiras
Desfeitas tão frias...

Conhecer-te sem limites
Despir-te de véus
Translúcidos por onde me vistes ...
E bradar-te aos céus!

Conhecer-te sem tempo,
Mostrar-te a palma aberta da minha mão
Capturar esse momento
Onde ela é palco da nossa ovação...

Conhecer-te sem te entender
E deixa-la sempre aberta
Onde possas sobreviver
Desta vida tão árida e deserta

Conhecer-te sem nunca te conhecer
Conhecendo o que desconheço
No conhecimento infindável
Da sede que de ti bebo
Para me conhecer!

Sarah Moustafa