segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Talvez um dia...








Índoles trespassam o campo da verdade. O campo da verdade é tão extenso como camaleónico.
A mudança é a unica constante, não existem verdades imperativas.
Não existem...
Talvez um dia esse despertar aconteça.
Talvez os olhos viagem ao firmamento, esse longínquo espaço que na tentativa de delimitar uma realidade se move mais e mais alem , porque essa é a sua inevitabilidade, o seu triste fado.
Que, na minha opinião, de triste pouco tem, pois apenas constata as belas e variadas formas , sempre em mutabilidade,  num mundo que se força a por vendas nos deslumbres que brotam do seu mais profundo ser. Do seu mais profundo núcleo.
A centelha da esperança esvoaça , uns dias mais do que outros, perante a minha vontade de acreditar.
De acreditar que , talvez um dia, aqueles que mais próximos te são, vejam com este fulgor.
De acreditar que, talvez um dia, o clarão da verdade, que não é assim tão certa, se abata e os desperte aos múltiplos estímulos que os rodeiam.
Talvez um dia isto suceda, e ainda que não aconteça nesta vida, nesta ascensão, partirei com a certeza de que acontecerá nas próximas.
Partirei com a certeza de um reencontro.
O destino profere as suas mensagens numa língua dissonante, é nossa missão torna-la clara e harmónica.
Partilha-la ao próximo, e o próximo ao próximo, e nessa Roda da Fortuna, tudo o que vai volta.
No Uno nos reencontraremos.
Talvez um dia...


Sarah Moustafa

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