sábado, 10 de agosto de 2013

Terra do Sempre.




Não é suposto isto acontecer.
Não é suposto crescer.
Não quero.
Quero ficar assim, pequena, dependente
Sem nada ter que entender.

Não quero ter que saber
Tirem-me esta consciência !
Esta maturação, que me obriga a reconhecer
O desencanto nas pinturas do mundo
Que não são pintadas
São molduras de uma alma desgraçada
Vazia desta responsabilidade inanimada
Que é amadurecer.

Não é a Terra do Nunca
É a Terra do Sempre, em que quero viver.

A ilha de todas possibilidades
Em que festivais são olhos
incandescentes de familiaridade
A faísca da probabilidade
Improvável a Surpresa
Um vulcão de vontade!

Não. 
Não, é suposto isto acontecer.
Esta adulta saudade
Do tempo em que era raiz
Estes limites de casualidade
De vagas e superficialidade
Que nada me diz !

Não quero, deixar de ter
A magia e o pequeno prazer
Quero ser pequena, 
Mas continuar GRANDE
Mesmo no dia, que deixarei de o poder ser.

Sou, sempre, 
E serei até na atmosfera desvanecer...

E nem essa me poderá esconder!


Sarah Moustafa


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