terça-feira, 13 de agosto de 2013

Farsas






A sensação espartilhada constante, respirar fundo sem nada inspirar, 
E o sufoco de um oxigénio que não é feito do que preciso respirar.
A canção sem lírica, o ruído surdo que não pára de ecoar, 
Um espaço perdido algures entre uma atmosfera que não sei encontrar...
E a balada que oiço, não é musica, é sangue e guelra que a todo o segundo sinto destilar...
A paixão que bombeia a vida, não pulsa onde deve, não se dá guarida, é prenuncio em tique taque, um perigo sempre por deflagrar!
E a iminência que não culmina, veneno que incorre a morte, sem a levar !
De quem me leve e possa achar que me consegue encontrar, rio no choro amargo da verdade que sei silenciar.
Acredito e não sei acreditar.
E os olhos vivos, estão cansados, riscados de sombras dilatadas que não os deixam fechar.
E o sorriso, é tristeza e tragédia de uma epopeia sem ninguém a quem contar.
E a esperança, é o inferno que invade, sem entrar.

É tudo mentira e nada a consegue enganar.


Sarah Moustafa






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