sexta-feira, 20 de outubro de 2017

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Quando o Sol se punha,
beijava-me ,
Debaixo da cúpula de um céu
com inimagináveis cores,
O Sol encontrava-me,
mesmo antes do anoitecer,
mesmo antes do absoluto breu,
o medo ou os lobos
poderem separar-nos,
lá estava ele,
Grandioso,
Abraçávamo-nos,
Não queria saber
O quanto me podia queimar,
Os anos passados ,
tudo o que conhecera,
fora frio,
Naqueles seus braços ,
Tão quente...
A calidez,
Os raios solares,
Só poderia sentir-me protegida ,
Então derretia,
deixava de ser corpo,
como ouro liquido,
Chuva dourada,
abençoando os campos prometidos,
Onde adentravam ,
almas em polvorosa
como as nossas...
Desaparecia,
nos teus lábios,
e nunca antes...
me tinha encontrado.
Eventualmente,
perdeste controle,
eras uma estrela,
e eu mortal,
caí
em flocos de cinza ,
as cores do teu mundo,
mudaram.
Já não existo ,
mas os teus lábios...
ainda têm algo,
meu.

Quem me dera também os poder ter.



Sarah Moustafa 


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