quarta-feira, 7 de junho de 2017

anormal .



não sei de que melodia
 se fazem as canções de amor
mas sinto -a ,
invade sem licença a minha garganta
e de repente quero dar-lhe voz,
fujam.
Eu desafino, e o rouxinol não me convida
á graciosidade das manhãs
Mas canto,
invento mais uns poemas ,
costurados de memórias e imaginação
Encolho os ombros
e já estou a filosofar ,
Sobre o sentido e propósito ,
das coisas, porque me apetece
e sabe bem apetecer algo,
quando me sinto esfomeada
 não sei bem há quantos anos.
Afinal os meus olhos sempre se esbugalharam ,
de medos e porquês ,
peças incompletas e ferramentas inúteis ,
mas ainda assim ,
aqui me disponho ,
fabulosa
nos braços da anormalidade
tenho um coração doidivanas
e este eterno quebra cabeças
que não sei resolver.
Submissa apenas aos meus próprios pés ,
e eles caminham de passos trocados
seja como for,
e lá vou assobiar ,
de encontro á descoberta
diária de como viver
em verdade ,
eu e a minha música.
eu a minha música.
eu a minha música.

sempre a canta-la sozinha ...






                                                                    Sarah Moustafa


3 comentários:

  1. Beautiful... But that last line makes me kind of sad...

    ---I'm a different anonymous, btw.

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    1. =)
      I am a Virgo sun and a Gemini moon. I think that I received a reading from you more than a year ago. The most recent email I received from you was around april 10---you were wondering whether I wanted another reading or if I had just given a donation.
      I think I wrote a few weird emails after that...

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