sábado, 18 de janeiro de 2014

Eu, que não sou.



Escrevo me para ser inteira no fragmento que me projecto ao nome de uma vida.
Pois a totalidade é uma parte dispensada de todas as outras , mas ainda assim, uma parte.
Escrevo me para resolver o insolúvel, onde entendo as motivações que me levam em primeira instância a fazê-lo.
Escrevo me para me ler, sabendo que se de facto o soubesse fazer deixaria de me poder ... Ser.
Porque me importam a profundidade dos meus buracos negros e a forma das constelações de um universo inteiro que me compõe a alma ?
Porque me importam os danos, as lágrimas, as fracturas e o sangue derramado à ascensão de um sentido criativo que me materializa a existência ?
Porque me me importam as questões inquestionáveis?
Respiro perguntas.
Inquiro metamorfoses ininterruptas, doces e violentas que eclodem internamente e se extriorizam ao que me rodeia.

Porquê ?

O que tem esta palavra de especial para seja a única que transcreve a verdade essencial... de um nome ?


Eu.



                     



Sarah Moustafa


1 comentário:

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