sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Surpresa !



Tudo o que podemos contar como garantido na vida é a morte.
Certo.
Mas e as surpresas ?
Não serão sempre certas também? Garantidas a partir do primeiro momento em que nos trazem a esta realidade ?
Só facto de chegarmos até ela..., perguntem bem ao pai e mãe e filtrem bem filtrado a parte em que vos vão dizer que foram cuidadosamente planeados, e vejam senão têm um insight semelhante ao meu.
A vida como a morte são factos, incisivos e pragmáticos, sem arranjos, sem excepções na linha do tempo e no entanto, a irregularidade continua lá a arrebatar nos. Sempre.
E como pode um sempre ainda ser traduzido no seu melhor num simples, Uau ?!
Será parte da natural dictomia que nos compõe ?
Da procura de explicações no ponto que era final e afinal deixou de ser ?
Uma ironia gigante que fermenta o sarcasmo?
Uma ilusão que se desilude quando o nevoeiro deixa de se levantar?
É o que é. 
O que não queremos que seja.
O que morreríamos para que fosse.
O riso gigante no espaço para calar o choro.
A bofetada de silêncio na gargalhada que já enfada.
As surpresas não se curvam a terminologias.
Não querem saber com o que contam se sabem que nem em si pondem confiar.
Não sao leais , nem querem ser.
Só gostam de brincar.
Com o todo e com o nada, e tudo o que existe nesse meio.
Too bad, que nós estejamos no seu parque de diversões. 
Elas atiçam se com as manias e os controles, com as regras e os padrões.
Tem um amor platônico com essas artimanhas do ser humano.
Divertem se.
Excitam se.
São amorais e adoram ser.
Fazer.
Acontecer.
E quando pensaste que mais nada te surpreende na vida, foi ai que te tramaste.
Não desafies levemente o que gosta de se apresentar em peso.
É o que é.
O que lhes apetece que seja.
Tu ... Sorri e agradece lhes por nunca te faltarem.

Talvez assim te deixam passar para uma outra vez.


Amor platônico ?

Nao preciso de corrigir pois não ?




             
                       
   




                 Sarah Moustafa


1 comentário:

  1. Como era bom quando éramos crianças e tínhamos todas as certezas .
    um abraço

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