sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

Aqui, fica a minha morada .



Não importa por onde me possa perder,
Por onde a noite me leve e demore a devolver
Por onde me elevem os raios solares,
e a felicidade seque aquilo que preciso de dizer,
Volto sempre a este chão
De uma casa que nunca chegou a se erguer.
Mas casa , sou eu.
As cores diferentes que vejo no mundo,
A alma , amiga fiel que nunca me abandonou ,
As palavras que se encontram entre a paixão e o rancor,
E criam juntas suspiros de uma história de grande amor ,
O universo que me coloca símbolos na mão,
E ordena, Usa-os !, distribui a verdade do coração, 
O âmago, o ventre, o mais escondido e absoluto
Recipiente gerador de toda a vida
De quem se recusa ser mãe,
Não importa , se não existem paredes,
Divisões, a cama acompanhada,
Ou abrigo, ou colo
Existe o que tenho,
O que nunca paro de descobrir ,
O próximo nível que de olhos fechados sei subir.
O preenchimento que nenhum espaço físico me poderia dar,

Dizem...



O tecto pode estar a cair aos bocados mas o céu está sempre lá.




Sarah Moustafa 

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