quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

O pássaro que queria morrer-me nas mãos .


Entre tanto que já passou
e tudo aquilo que falta passar..
O espírito suaviza-se nos recantos da alma
Que já não são medo
Mas pontes corajosas que atravessar !

Se o pássaro me cai ferido nas mãos
Ou a noite fria encosta-se
Furtivamente nas paredes do coração
A cura chega na luz que brota
Quando também abraçamos a escuridão
E aquecemos a dor 
mostrando-lhe o embalo de uma nova canção

E as promessas da vontade
Erguem-se em acção!
Tudo floresce
Tudo nasce 
Onde também se morre
Onde o milagre acontece
E as águas da imensidão pare

O herói e o vilão 
Trocam o beijo da verdade
E a história já não pode ser mesma
Pois não ?
A mentira despede-se com saudade
Da fachada e da ilusão

O pássaro regenera a asa 
que nunca esteve partida
Larga-se aos céus 
E grita o despertar da fé que estava só
E tanto...Esquecida.



Voa cada vez mais alto dentro de si .






Sarah Moustafa





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