sexta-feira, 13 de junho de 2014

Para lá do que aqui está




No fundo da minha pele

Na fractura do meu osso

No rasgo do meu sangue

No principio do meu fim

E a roda da vida que sucede

Com ou sem a voz do meu sim !

No grito da minha dor

Ou no êxtase de todo o meu amor

Cresce a vontade 

A fome, o desejo e a saudade

De mim mesma 

Da criança que nasceu velha

E quer morrer nova

No cansaço, no medo, no terror

Nos dias, na luz solar que me doura

Alma de esplendor

No caminho do seja para onde for

Que seja !

Que faça !

Que não pare !

E Que vá !

Ser sempre seta em busca do alvo

Para lá do seu horizonte ...



Para lá do que sei de mim.






                         

               




Sarah Moustafa

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