quarta-feira, 4 de junho de 2014

O futuro pertence te, o passado vence me.


Vá que eu diga que me importa.
Que me preocupa.
Que busco senão o teu paradeiro.
Vá que eu te encontre.
Que te olhe nos olhos , como se a visão dos mesmos, já não tivesse eu alimentado.
Vá que eu não finja. 
Que até não me afaste. 
Que te fale.
Que as palavras se artirculem na sintonia das suas verdadeiras intenções e não naquelas que camuflo não ter.
Vá que eu queira te querer.
Que me aproxime e deixe a química fazer genuinamente o seu trabalho.
Vá que me permita o prazer e o toque.
Que os lábios selem tudo o que não queria firmar.
Que os corpos consumem os atributos da sua natureza e que no lugar onde a memória persiste, nunca mais, te possa apagar.
Vá que te deixe ficar e pense duas vezes antes de voltar a voar.
Que eu seja e faça tudo, e esqueça até o sabor do meu mundo.
Que acenda a luz do quarto escuro onde gosto de sozinha me deitar ... e na solidão deixar estar...
E de alma nua te deixe entrar.
É o suficiente ? Beber te veneno e a cura encontrar ?
É o suficiente dar me, não sabendo sequer o que tenho para entregar ?
Vá que tenha.
Que a pele caia e outra nasça no seu lugar.
Vá que me transforme.
Que a tua certeza me assombre, motive e impressione
.
Que seja outra dentro daquela que já fui e de uma futura que seguramente vou criar.
É esta a fórmula para me deixar amar ?
E vá que seja. E vá que tu o vejas,
Não importa.



Já sei como este jogo vai acabar.

Antes de sequer começar.


                          

                        


Sarah Moustafa

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