quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Silence Treatment




Got stuck in your head
Didn't it?
The magical sight of someone
Bigger than a man ...

Got Stuck in your heart?
Didn't it?
The taste of eternity
Suddenly shattered in a moment
Three swords and a shadow tearing
An illusion apart
It was never meant for us to touch infinity...

Got stuck in your soul
Didn't it?
The wish that always, almost ,
Comes true
Fell so hard into the tiny little gap
Where love is nothing
But a void letting you feel blue
What's left ?
All the doubts struggling on your lap !
Where did all the certainties go?
Why a silence treatment
When all we needed was just to say no.

Got stuck with your own luck
Didn't you?








                             

                                                           Sarah Moustafa

sábado, 22 de novembro de 2014

A ilusão




As lágrimas prendem-se no seu vidro de água.
Chorar é perder o tempo que não se tem, agarrar-se á ilusão que não existe e ao espaço que não a permite.
O orgulho vocifera a bestialidade da sua pretensão e procura a força na mágoa que sempre resiste.
Acciona-se a negação sobretudo quando se diz aceitar.
Mergulha-se fundo no escape que não permita a expansão do que ainda te domina.
Do que te escraviza e põe de joelhos, admitas ou não.
Vejas ou não.
Afinal ainda não estás a olhar.
Nesse oceano flutuamos em todas as incoerências da nossa condição, somos mártir e salvador no mesmo segundo.
Herói ou vilão transformados á distância de um pensamento.
Sofre-se mas larga-se a gargalhada funda.
A máscara é de veludo tem tamanha suavidade ao toque, não queremos tira-la.
Nunca já ali.
" Deixa-me continuar alimentar essa magia, não me decepciones, não ainda."
A existência sufoca-se na quietude e no silêncio.
Nas pausas que não têm que haver.
A totalidade de um poder em queda na memória da vulnerabilidade.
É tão frágil seres verdade.
Caem as peças em perfeito rodopio de dominó, gira a roda para o lado da mesma fortuna.
Larga-se o louco á estrada.
Começa tudo de novo.
Os passos da fachada , uma fuga, uma queda e de novo a procura de liberdade.
É tão triste e tão belo que escreve-lo traz me as lágrimas aos olhos.
Mas...

Chorar faz-se por dentro.










                                                          Sarah Moustafa

Porque as palavras falham #16




Obra de Esao Andrews - House of Mystery.



Mas as imagens não.



Sarah Moustafa

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Nexo ?


.

.
O cigarro fuma-se.
O copo enche-se.
E a sucessão de duvidas permanecem fieis
 a quem ousou, um dia, acreditar na certeza.
A neblina mantém-se.
A sombra esvai-se.
O paradeiro encontra-se.
A mulher despiu-se.
O homem partiu, leva-lhe a alma e não se despediu.
Perderam-se no encontro improvável da multidão.
O silêncio ergue-se muralha
As pálpebras pesadas dentro da solidão
Segredam-lhe amor
Mas morrem ainda na paixão.
O cigarro apagou-se.
O copo partiu-se.
Um dia...
Um dia sim, o enigma vai me sorrir das mãos
E mostrar-me tudo o que não disse.
.


Dá-me a verdade do que dói.










                                                        Sarah Moustafa



Ups #7
















Sarah Moustafa

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Declaração X



Houve um tiro no escuro no dia que dissemos sim, podemos fazer parte deste mundo.
Não somos daqui que raio queríamos senão a loucura de procurar uma vida inteira num mero segundo?
A morte lenta riu se connosco, segregou nos veneno no dia que deixamos de ser corpos.
Acreditamos, voámos alto e já estávamos em queda livre antes do verdadeiro salto.
A sentença firmou-se.
A terra abriu se e o céu fechou-se.
Nós na mira do assassinato, consumado na sua própria mentira.

Isto não é para nós.
E não é, mas a a verdade é só consequência de um tempo que não nos chega.
De uma previsibilidade que nos renega.
E essa hora ainda demora.

Quisemos nascer para logo morrer e porquê?


Já sei mas não quero ouvir.
Não quero ouvir que era por isso mesmo.


Para te ter aqui.










                                                          Sarah Moustafa



segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Porque as palavras falham #15









Mas as imagens não.






Sarah Moustafa

Diz-me




Cada vez menos para dizer.
Cada vez mais para pensar.
A vida segue.... e tu sempre no mesmo lugar.
Cada vez menos para entender.
Cada vez mais para aniquilar.
A morte ceifa o peso de tudo que tens para dar.
Cada vez menos para escolher.
Cada vez mais para alcançar.
A luz queima te os olhos
Afinal eles ainda não sabem olhar.
Será que alguma vez se irão encontrar?

Diz me o teu segredo.
Como ainda respiras se o oxigénio deixou de ser ar?

Diz-me por favor,



Como continuas acreditar?










Sarah Moustafa

sábado, 15 de novembro de 2014

Porque as palavras falham #14






Mas as imagens não.





Sarah Moustafa

Reticências




Um passo sempre atrás
 A dança dos desencontros
Tu e Eu
Pontos que se unem 
Na dispersão dessa tal de paz...

Por onde vamos?
Compasso de loucos
Estrada caminhada por tão poucos...
Tu e Eu
Forasteiros que se amam
Por aquilo em que se separam

Quando acabamos?
O que nunca começamos.. ?
Outro passo..
Tu e Eu
Retrocedemos reticências 
Tocamos o destino
Sem nunca viver o plano.

Tu e Eu...

Não nos encontramos.







Sarah Moustafa



quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Porque as palavras falham #13






Mas as imagens não .







Sarah Moustafa

A escuridão também brilha





Constatam com pesar que uma tal de escuridão me rodeia,
Abraço me na asa do corvo que me enamora
Nas noites tão cansadas do dia que acaba sempre 
No compasso da mesma hora...
Talvez tenham razão , talvez esteja cega, surda e muda
Presa nas trevas e a sua perfeita teia

Dizem que os olhos são tristes
 "Pudera que o espelho te mostrasse
O reflexo da vida por onde fugiste ! "
Não entendem a dimensão da viagem
De quem nasce velho e conversa
 em segredo com a alma
A tristeza é fruto do tempo 
Que não sabem que em mim existe!

O que há de tão triste em ser triste?
Em arrastar o peso de grilhões
E não tapar as cicatrizes ainda inflamadas nos corações?
O que há de tão errado em ser errada?
Damage goods e pesadelo de madrugada?
O que há de tão assustador em ser susto ?
Arrepio de vulto, personagem melindrada
Escritas nas paginas de culto ?

O que há de tão doloroso em ser parte da dor
E assumir a verdade da tua cor?
Porque é tão difícil aceitar a noite?
E Ama-la por ser apenas isso mesmo.

A noite.


Afinal... O que há de tão absurdo ?












Sarah Moustafa



segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Peito Aberto




Batem asas e ascende uma nova visão

Luz perpétua incinerada dentro da escuridão

Espuma dos dias claros

Abraçadas á noite de silêncio, oceano e rebentação

Ondas imensas rendidas é sua natureza

A beleza da transformação

Pousa o pássaro no ramo que se quebra

Caem as folhas avermelhadas nas raízes da sua estação

Sobe o sangue rubro no corpo pálido sem circulação

Abrem se os olhos extasiados na forma curva de mel e interrogação

Apartam se as nuvens derretidas no céu expandem-se púrpura sobre as minhas mãos

As melenas encaracoladas fundem se na terra

Conhecem se na perfeição

Há uma dor que se acalma no peito aberto

Absorvendo todas as partículas do que se recicla

Do que nos convida cada estação

Há uma dor que ainda existe

Que se descobre na aceitação

Por todas as câmaras secretas que bombeiam no coração.



Dói menos quando amas a tua dor.





                  


                



Sarah Moustafa