quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Não acredito.






                      


Não acredito que o tempo passa e se lhe sorve esquecimento
Não acredito em linhas que dissolvem o passado em estilhaços de memórias fracas
Não acredito em recuar, em separar ou afastar como recompensa ou merecimento.
Não acredito em intensidade que esmorece, e em encontros sem razões, coincidências separadas das evidências cíclicas que o universo nos cria.
Não acredito em cépticos e descrentes, são os que secretamente mais acreditam, com a resistência dolorosa dos seus gestos.
Não acredito em desaparecimentos e na palavra Adeus.
Não acredito que as horas fogem e que o meu corpo consomem
Não acredito que não estás aqui, ou ali, como sempre estiveste.
Não acredito na despedida ou no fracasso em vida, 
Se ela está aqui e te respira além dos pulmões
Que precisas mais que ela te diga ?

Não acredito que não saibas.
Não acredito que não te lembres.
Não acredito que não voltes.
Se nunca partiste.



Sarah Moustafa



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