quinta-feira, 23 de julho de 2015

Baque *




Caíste-lhe no corpo e deformaste a  interrogação de uma sombra, que por breves segundos, acreditou que aquele era o seu porto.
Como se de refúgios dependesse o encontro com uma casa que não se  conhece.
Como se uma casa, calasse o bocejo 
Como se de respirar o sufoco precisasse para se alimentar.
Eu não te vejo, sem intensidade, sem o mesmo desejo.
Os contrários sempre se atraem , sempre se repelem.
Dissolvem-se em partículas onde o tempo não é suficiente para os encontrar.
E a dança cósmica de forças acima de nós utilizam-nos.
Agentes do caos, do desalinho de corações que por mais que sejam metades.... são leais a outras verdades.
Lançaste a seta para o alto e eu estarei sempre cá em baixo.
Os teus dias são demasiado curtos, as minhas noites demasiado longas.
Ironias.
Caíste-lhe no corpo em formula mágica de um nome, de um cheiro, de um sabor demasiado próximo de si
E o que a seguir aconteceria ?
Se o encontro é o ponto final de algo que jamais poderia terminar ?


Não podemos negar as pegadas na estrada que sozinhos temos de trilhar .

Mas...

Caímos, e ás vezes, dói andar .







Sarah Moustafa


1 comentário:

  1. Bom dia Sarah. Gostei muito do teu blog, espero que possamos ser amigos. Beijinhos

    ResponderEliminar