terça-feira, 31 de dezembro de 2013

O novo (velho) ano.



O novo ano não chega se insistimos em não nos despedirmos do anterior, com todas as lições , benesses e falhas aceites nos nossos corações.
O novo ano chega quando tu encontras a novidade em ti.
Hoje encerra se um livro de um ano pertubadoramente intenso e transformador.
Amanha começa a oportunidade da edição da tua vida.

O que desejo é que por cada luz extinta se acenda uma nova.

Hope. Love. Strenght.

Happy new year!!!










Sarah Moustafa

domingo, 29 de dezembro de 2013

Heart Notes #8




                 
                  Nobody has ever measured , not even poets, how much the heart can hold.


                                                             Zelda Fitzgerald





Nobody has ever known , especially poets, how much light a dark world can have.







Sarah Moustafa

terça-feira, 24 de dezembro de 2013

Porque as palavras falham #4







 Feliz Natal !





Sarah Moustafa

sábado, 21 de dezembro de 2013

Heart Notes #7



I should give up
I should look away
I should laugh to where it hurts
I should love someone else 
I should forget to be forgotten
I should kiss other lips
And crave another soul
And desire another body
I should be 
Who im not.

I should.
If only i just could...






Sarah Moustafa 

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Porque as palavras falham #2











E de nunca pensar, e de nunca sentir, e de nunca poder advinhar.





Sarah Moustafa

Quem me dera



Quem me dera ver a forma das palavras que sinto e nao consigo dizer.
Quem me dera dar lhes asas e corpo dourado, as noites escuras vestidas do meu entristecer
Saber onde pairam quando nao me brilham
Para quem falam e se mentiram
Sobre a solidao da existencia que sem quererem..
Descobriram.

Quem me dera contar os dias que faltam para isto terminar.







Sarah Moustafa 

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Sonhos

Sonha comigo 
Sonha para que possas despertar
Porque só acordado no verdadeiro sonho
Podemos este paraíso na terra caminhar
Sonha contigo
Alberga no canto esquerdo do teu peito
Estas doces palavras que eu te digo
Sonha conosco
As quedas dos corpos prometidos
Estarão prestes a se encontrar.

Estou a cair e tu ?



Sarah Moustafa 

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Arritmias #12




                       






Onde quer que estejas, onde quer que vás, 

nada te vai trazer a paz 


Se o aqui e agora nada te traz.

Fica para poderes ir...

E a dor que nos leva parte...

de quem some sem de nós nunca poder fugir.




( Regressa ...)











Sarah Moustafa

Não acredito.






                      


Não acredito que o tempo passa e se lhe sorve esquecimento
Não acredito em linhas que dissolvem o passado em estilhaços de memórias fracas
Não acredito em recuar, em separar ou afastar como recompensa ou merecimento.
Não acredito em intensidade que esmorece, e em encontros sem razões, coincidências separadas das evidências cíclicas que o universo nos cria.
Não acredito em cépticos e descrentes, são os que secretamente mais acreditam, com a resistência dolorosa dos seus gestos.
Não acredito em desaparecimentos e na palavra Adeus.
Não acredito que as horas fogem e que o meu corpo consomem
Não acredito que não estás aqui, ou ali, como sempre estiveste.
Não acredito na despedida ou no fracasso em vida, 
Se ela está aqui e te respira além dos pulmões
Que precisas mais que ela te diga ?

Não acredito que não saibas.
Não acredito que não te lembres.
Não acredito que não voltes.
Se nunca partiste.



Sarah Moustafa



segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Faces da Lua #4



Be safe.
Be Whole.
Stand still
Do it again
Run free
Love more
Be wild
Stand by my side
Thrive for change
Embody passion
Make love with yourself
Dive deep
Emerge powerful
Play hide and seek
Take this vows
Child 
Make it a promise 
For a lifetime to keep.


Be you and you will glow, 
As stars dress your eyes and smile
The universe is surrouding you
The universe is a poem in your soul
Revolving slow 
So slow for you to see
The beauty as she
To find the voice
Your spirit shall speak.







Sarah Moustafa 

O bicho.



A larva resiste a mudança .
Não a crê ainda que sentido cheiro
Ainda que vendo cores
O bicho gosta de ser bicho 
Estar escondido nas entranhas da terra
Onde ninguém lhe pousa olhos
Onde ninguém se repugna com a ausência de beleza
E a lassidão do corpo mole, frágil, 
em sério risco de a qualquer momento, ser menos vida do que já é.
Ela só gosta de penetrar no fundo de si mesma
Onde na sua segurança, imagina rasgos de céus violetas
Onde nunca irá chegar.
Onde bate delicadamente asas que consegue criar.
O imaginário fértil do bicho que só quer ser bicho alimenta 
A transformação.
E a carne fende-se de dores de parto e cicatrização
Ela sabe que está a morrer
Ela sabe que chegou altura de partir para o outro lado
De si mesma.
Desmembra se e dói .
Tanto.
Concentra se e sai de si.
Cá fora existe o ar de que ela não se lembrava
Precisar.
Cá fora
Ela abraça o que de si foi e agora é
A borboleta gosta de ser borboleta
Estar envolta das possibilidades
Que acabam onde o infinito começar
Só não sabia que gostava de gostar.

A borboleta vai voar
E vai receber tudo o que tem para dar.
E vai largar tudo o que tem para perdoar.
E vai amar tudo o que existe para amar.


O mais impensável do que ir... é ficar.






Sarah Moustafa 

domingo, 1 de dezembro de 2013

Faces da Lua #3



Branco porque ilumina
Preto porque o íntimo combina
Branco porque pinta luz
Preto que o meu corpo seduz
Branco que veste de pureza
Preto que me despe a beleza.
Branco porque o preto não chega
Preto porque só branco me cega.



                 


Mais uma semana, celebramos a vida ?

Agridoce que seja, que nos horizonte se a veja.



Festeja !




Sarah Moustafa 

A Calamidade.



Estou acostumada a imprevisibilidade abrupta dos acontecimentos na minha vida.
São sempre bruscos, intensos, impensáveis.
Talvez por isso ninguém entenda como é para mim difícil acreditar na permanência intemporal de uma estabilidade em qualquer área da minha vida.
Costumo brincar e poetizar sobre a minha instabilidade estável, mas é tudo menos brincadeira e tudo menos poesia senão versos da verdade arrancada dos meus dias.
De tempos em tempos lá vem o tsunami devastador que me traz pessoas e leva outras
De tempos em tempos lá vem o terramoto aterrador que engole o que é me querido e estimado e me deixa a presença desconhecida de um John e Jane Doe, com que tenho que aprender a conviver, aprender para crescer um pouco mais.
De tempos em tempos lá vem o vulcão que me expele sem aviso de volta para a terra e me deixa a ferver em convulsão derramada pelo chão com a minha própria solidão.
Estou mais do que habituada a tudo isto , desde o minuto zero da minha humana condição.
E por estar não é a chegada do trovão que me assusta no temporal, mas ausência do seu grito nas horas que colapsam essa libertação.

Sei que ele está a chegar.
A electricidade impregnada na corrente do meu corpo avisa me.

Só não sei se aguento mais esperar.

Preciso de com ele gritar.









Sarah Moustafa