domingo, 12 de outubro de 2014

A herança




O passado é história.
Já passou.
Esquece! Avança !
Está mais do que na hora.



As pessoas que vivem demasiado no passado são bombardeadas, constantemente, com estas afirmações de des(encorajamento).
Esperam que motive, que nos abra os olhos para a importância do presente e ambição de um futuro.
Mas vamos lá ver.
O passado é historia , certo, mas a historia não se esquece.
Não se apaga em detrimento do momento actual e daquele que se espera.
Só estamos e sabemos que estamos, no aqui e agora, porque esse tempo que já passou existe e sempre existirá . É com ele que se demarca o ponteiro que nos dá a ilusão de tempo.
Não se esquece uma parte que perdura no para sempre.
A memória é um dos grandes catalisadores da própria existência.
É ela que formula, inicia e desenha grande parte do que somos, a partir , logicamente, do que fomos.
Lá atrás, não determina, não condiciona ou limita a não ser que assim o queiramos.
Não nos deixa ser nada menos ou nada mais , apenas deixa.
É parte vital do nosso esqueleto de informação.
São as raízes a partir do qual a árvore cresce.
O chão a partir do qual podemos caminhar.
A bússola que nos dirige ao lugar onde pertencemos.
É herança tanto colectiva como pessoal.
Desvalorizar o passado, acredito, é uma fuga ainda maior ao presente , do que a quem lá permanece preso.
Há que simplesmente reconhecer lhe o devido lugar.
O passado não se esquece. Jamais.
Quanto muito reformula se numa nova perspectiva.
Numa que não castre a nossa capacidade de continuar, de superar e curar o que nesse tempo prévio não foi possível.
Em vez de dizermos esquece , digamos relembra.
Permite te lembrar tudo o que tentas reprimir desse arco de vida.
E só aí verdadeiramente se saberá estar no presente com verdade.
Sem diminuir um dos valores mais ricos que nos preenchem de poderosa informação.
Passado é ventre, lar, célula em que tudo começou, para que pudesses estar agora a fazer o que quer que seja.
A memória é a força do intemporal, do que nos enriquece, do que nos deu base.
Pouco importa se essa base foi bem ou mal construída.
Apenas é e será sempre.
Se alguém vive demasiado no passado , não vai passar a estar mais aqui, porque de repente deixa de existir o cenário que lhe é mais confortável e familiar.
É nesse mesmo cenário que curiosamente lhes é fornecido, intensos insights , de como dar os primeiros,trémulos passos em direcção ao presente
Não é a força.
Não é na brutalidade de um desaparecimento do que nos é essencial.


A referência.






                       





                                                             Sarah Moustafa


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Awaken Beauty



She knows very little about life.
She always , as a matter of fact, believed that she didn't belong in this world.
And others in her surroundings, agreed.
She was always misplaced in what peolple seem to fit so easily.
She never enjoyed puzzles but did her best to understand its mathematical rules, hoping to balance her unfulfilled needs , but the subjective gap that hold her was just to big.
Inside she analyzed, bit by bit, her uncouncious responses into the earthly realm.
Nurturing in her own solitude.
As a bird emprisioned in its own wings.
Isnt that funny?
How the desire for such an intense freedom can end up being your own cage?
The universe always likes to bless us with a unique sarcastic humor and timing.
Specially for those who seem to ignore and shut down the voice that same universe gave them.
Choosing to see it as curse rather than a blessing in a such a copy paste kind of society we are wired to live on.
The mystery of creation performs different quests inside our needs and desires.
Questions after questions are as important as the answers , and they never come clean and easy.
Thats the major point, of diversity, identy. Uniqueness.
Finding out who you truly are in an emotional intelligence process helps to uncode mysteries lying under our self sleep state of being.
The ride is as vital as the journey.
Those two can not be sepate concepts.
So suddnely she realized she wasnt different, she wasn't just sleeping anymore.
And being awake could be as far as dream or a nightmare , as heaven or hell purged in the truth her mind, body, heart and soul were trying to lead her own.
Pain , alienation, suffering were just a step closer to embrace that truth,that voice, into pure expression of love.
She stopped wanting to go from A to Z , when A to B, B to C were the small steps truly needed to be done to embrace and be present in herself.

She stopped  wanting and started allowing.


                      





                                                        Sarah Moustafa