quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Arritmias #6

                              



                              




O Problema é que o Fim... não termina Nada.






Sarah Moustafa 

De onde te chamei... para quando me ouviste.




É um erro corrompermos constantemente a unidade que nos segura na profundidade do nosso refugio interior, é um erro separarmos o inseparável, quebrar o inquebrável
Assinar a revogação do contracto sem espaço ou possibilidade para mais nada nele se escrever
Continuamos a fazê-lo ainda assim
Continuamos a pretender menos do tanto que ousamos saber
Sabemos muito... mas não conhecemos nada, e o conhecimento... é a fonte mais poderosa que as almas agarra, e não por meios da imposição...mas pelo apelo que traz de volta, irremediavelmente, a irrespirável, irresistível aproximação.
Quero magoar e ser magoada, com a força da mesma cósmica rajada que no loop de uma qualquer circunstância, nos trouxe o cadastro limpo, de volta ao nada.
Quero amar e ser amada com a força de todas as palavras do meu intimo derramadas.


Sem tréguas, afinal...essa é a emenda que evocamos, a lei da atracção.


Sarah Moustafa 

Fases da Lua




E assim uma parte dela corria pela avenida, desenfreada, solta, embevecida
Não fugia... ia de encontro ao amor e a utopia, a liberdade de pertencer sem pretensão a toda uma vida.
Não parou de correr nunca mais.
 Apenas..
Ainda não lhe chegou o dia.


Sarah Moustafa

domingo, 27 de outubro de 2013

Inacabados








Quando um dia nada mais bastar
Olha-me
Como eu te olho 
Num ponto onde o tempo
É gravidade continua que nos faz lembrar
A chama viva do que um momento nos deu
Ela arde eterna, nada a pode apagar

Quando um dia este mundo acabar
Ama-me
Como eu te amo
 Num lugar secreto onde a catástrofe
é bênção que nos faz transformar
A vida velha que tem que cessar
Onde as partículas de ar se unem
E são o abraço profundo
Que a Terra tem para nos dar.


Quando um dia não souberes onde começar
Procura-me
Como eu te procuro
No final por reencontrar.



Leva-nos de volta ao principio .





Sarah Moustafa 

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

E é ( enfim ) filme.




Estou aterrorizada com medo que se deita mas não se ergue comigo, quando a promessa do regresso impresso nas dádivas do universo me aproximam de ti.
Estou paralisada de horror que me veste adrenalina e o furor, sou estátua destruída e consequentemente esculpida, renascida do mesmo amor
 E sabe sempre a novo, sempre a fresco, sempre a quente, sempre a frio, sempre gritante, sempre delicado, frágil seguro por um fio !
Sempre , sempre algo que me revitaliza o cansaço da dificuldade, a dor da marginalidade, a injustiça da desigualdade!
Estou reanimada e é paixão e drama, e é cinema e excitação, e é romance encadeado de suspense,e é mistério das cartas fatídicas da cartomante, orixás e estrelas num olhar mitificado o diamante.
É sobretudo pulso e sangue.

És tu que me fazes eu.
....

Quem te viu e quem te vê .


Sarah Moustafa 

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

(Des)Encantar








Sinto o peso de velhas almas no meu corpo
Carregadas de histórias, gritos e memórias
Que me enchem a vida de sopro morto
Tenho muitas vozes, muitos olhares
Muitas dores afundadas nas ondas
Dos sete mares
Tenho muitos amores, muitos romances
Muitos homens que me desenham copas
E suspiram pares
E as fases da Lua são pratas
Incrustadas de sorte e azares

Sinto as barras da redoma branca 
Que me cativam no mesmo Lugar
Sou espectadora do meu triunfo
Sentada no castelo de cartas
Prestes a Derrubar
Sou prisioneira do sonho
Que não sei sonhar.


As pérolas reluzem pelo sangue que não fazem notar.


Sarah Moustafa 

terça-feira, 22 de outubro de 2013

Heart Notes



I had a dreadful nightmare tonight ...
                                                              You weren't in my Dreams.




Sarah Moustafa 

Por Vezes Quero Ir, Quero Ficar




Por vezes tenho vontade de me rasgar 
E sair de dentro
Voar acima de qualquer condição
Contra o Tempo
Dissolver-me na atmosfera
Ser remoinho de vento
E despedida de Setembro...

Por vezes fugir é tudo o que quero levar
Mas teimo a mudança
Refaço vezes sem conta o que me cansa
Tenho as malas feitas á 24 anos
Que mudas me perguntam , quando vamos ?
O que esperamos ?



A Vontade de Ficar.


Sarah Moustafa 

Re(versos)



Estes versos são para todas as crianças sozinhas
Perdidas, Selvagens, Esmorecidas
De alma Clara Enegrecida
São senão letras de corações partidos
Dos confins da linguagem traduzidas
São tanto minhas como delas
Estas palavras sentidas
Para que saibam...
Não estão de todo sozinhas

Estes versos são para todos os adultos esquecidos
Da infância que não lhes leu os poemas devidos
São para eles o mundo de sangue e guerra
A lama, a Batalha e a Merda
Que na mais profunda alma arde
Pesado o corpo de onde qualquer emoção se evade
São vossas paixões destruídas como as minhas
Desilusões e mortes em inúmeras separações
Nada lhes dói tanto como o que não foi
E nunca será, o passado, presente e futuro
Sem a paz das suas uniões.

Estes versos são para todos os nossos reversos.


Sarah Moustafa 

domingo, 20 de outubro de 2013

Colisão



A noite virá contigo
E eu irei com ela
Escondida numa parte
De ti para mim
Escuta o que te digo
Não é o fim
Não é só a solidão 
Batem....
Batem ansiosamente
Arritmias expulsadas do paraíso
O meu e o teu...
Coração.
Escuta como ela se aproxima
Bela e Sedutora
Redentora da nossa Salvação
Será que as evidências subtis
Mas Intensas
Oh...Imensas
Nos podem negar o encontro
Fundido no nosso universo privado
A derradeira Colisão ?

Estou aqui há tempo demais, deitada no chão.
Deita-te comigo
A noite sem tecto
Dá me a mão
Dá-me
A tua paixão.


Sarah Moustafa 

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

O ano que ainda não (nos) terminou.





O ano que se aproxima do fim e me foge dos dedos,
O mistério dos acontecimentos escondidos 
No seu manto de enredos.

Sei que todos os anos de vida são importantes, mas este é o primeiro em que conscientemente o reconheço e ainda nem terminou.
Estes dois meses finais consolidarão a recepção de todos estes sinais ?
Eu não sei.
Tenho dias que a fé é escudo que me eleva as atmosferas transcendentes benditas, tenho outros, muitos outros, em que a mesma não passa de uma amarga desilusão com a ilusão em si criada de que o que procuro seja intangibilidade de um mundo inexistente.
Onde por isso serei uma eterna insatisfeita a procura de vazios sem poder e realizações.
Estes meses  tem mostrado na subtileza das suas acções que talvez o pessimismo não seja mais que uma estratégia de defesa ao extremismo de encantamento que me tem revolvido as emoções.
Encontrei o amor que queria e ele encontrou-me a mim. 
E toda a musicalidade orquestrada trouxe-me píncaros da maior felicidade e infelicidade no seu reverso.
Sempre tive medo de amar desta forma e é precisamente por isso que terei de aceitar a transformação a que estes sentidos me querem levar.
Lentamente deixo de resistir, deixo que o medo e ansiedade sejam assistentes da irresistibilidade e envolvência
Pois sendo honesta, só amo por ser assim.
Difícil.
Inebriante, intoxicante, instável, ora frio, ora afável.
Quase...inimaginável.
As probalidades de sucesso são minimas, como me dizem.
Deveria guardar a história onde a pudesse esquecer.
Já chega o que em tão pouco tempo, já te fez sofrer.

Verdade mas... E o que já me fez crescer ?


Sarah Moustafa

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Soube desde o inicio, o fim.



Soube desde o inicio que isto seria demasiado
Duas sombras deitadas no mesmo lado
Duas pombas em sangue de voo rasgado
Destinos cruzados no inferno do mesmo fado.

Soube desde o fim, a linha costurada no tecido danificado
As manchas coloridas no quarto e o pecado
As violetas murchas, florescidas nas pupilas de um amor inventado.
Estás cansado e o coma vive-te neste espaço distanciado
Estou farta da eterna queda livre do espírito desencontrado.


Vou-me embora porque não sei ficar onde não me vens encontrar.


Sarah Moustafa

Arritmias #5




Fazer do nunca o para sempre.
Talvez assim alguém o saiba afinal...
Porque todos os dias o Sente.



Sarah Moustafa 

terça-feira, 15 de outubro de 2013

Solidão de ser Só









A solidão de ser só 
Entre gente e confusão
Ser sempre margem 
Do delimite 
Uma inaudível canção
A solidão que abraça a alma
Num corpo frio até ser pó
Nem mar encostado ás rochas
Espuma branca de ondulação
Ou vento e remoinho
E chuva cadente no caminho
Nada se compara
Nada se ampara
Nada se repara
No nó que circunda o coração
A solidão de ser diferente
Sendo Igual
Ninguém a vê e quem a olha
Não a entende.


Nem Eu.




Sarah Moustafa


segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Eu + Tu = Nós.




Ele diz ser lenda e por isso poder haver pouco que se lhe entenda,
Eu corrijo lendas vivem-se depois de mortas, está aqui presente (felizmente) nos passos de génio onde vai encenando o seu império.
Ele diz ser no entanto uma pessoa comum, automaticamente ajusto o declive de diferenças e vocifero brandamente que realiza sonhos... como pode ser alguém multiplicado do material celular de algum e considerar-se menos do que um mundo irreprimível e único=  Ser ele...Um.
Ele agrava o rosto como quando não quer que se lhe notem as emoções e sombras, que pairam numa dança enegrecida no olhar, eu toco-lhe um "não vale a pena" eu já as vi antes, durante e diante de algo começar.
Ele esforça o cepticismo de não se deixar sonhar eu dou-lhe um estalo como um embalo para que não deixe de acreditar.
Ele treme um "como podes ter tanto a certeza? " eu abraço uma resposta num beijo inacabado entre o sofá e o vácuo do tempo.

Como podes ter tu ?


Sarah Moustafa 

Mais de menos e menos demais.





Quanto mais tento racionalizar mais me perco naquilo que devia deixar de estar
Amar...Amar...Amar
Conjuga-se com esta inevitabilidade de nada contextualizar !
Quanto menos sei mais quero saber
Como quanto mais sei menos quero perceber
Haverá alguém mais confuso que eu?
Graus que me separam ou aproximam do apogeu
Terei de aceitar o que não me conforma?
Ou reformar o que não me assola?
Meu deus... Um sinal, recebido.
A menos um dia aproxima-se outro
E foi ou não plenamente vivido?
Contigo...não há nada no que digo !
Mas um sentido que me põe os joelhos rendidos
E não sou submissa ...então porque estou a ser  ?
Dominadora por preguiça?
O fogo extinto que me atiça?

Não existem abominações maiores...



Certo?


Sarah Moustafa 

sábado, 12 de outubro de 2013

Arritmias #4




Vi te quando não existias.
Não precisei de mais nada para te encontrar.
Agora existes e és neblina, já não te vejo.
Olho te para lá do que já sentia.



Sarah Moustafa 

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Ultrupassar ?





É evidente que ultrapassar é uma dificuldade.. mesmo afirmando com toda a firmeza que está...
Estará alguma vez de facto?
Não consigo segurar a certeza e porquê?
Porque quebro inesperadamente no duche e permaneço lá por horas num desejo indescritível de me fundir  e dissolver na agua que me agarra por todos os lados.
Ou porque uma palavra basta para retroceder uma centena de passos em meio que se tenha dado
Porque um odor incendeia a memoria de electricidade e ansiedade contra qualquer possibilidade...
Porque subitamente sou invadida com uma vontade insana de me entregar ao único lugar que jamais devo de voltar...
Porque não consigo alguma vez deixar de gostar?
Diz-me o que há de errado em estar certo, que não existe mais nada a declarar e no entanto continuar...sempre de qualquer forma a comunicar.
É evidente nesse lugar onde fugir é ficar, que a verdade será sempre bela e incompleta, profunda mas desconecta que nos continua a transportar.

Sinto-te perguntar onde... ?
 E sem responder voltas o rosto para o canto do quarto escuro onde te escondes.
Aí.
Na distância do ponto de encontro ao mundo que me trazes.


Sarah Moustafa 

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Tento .





Tento.
Tento obstruir o pensamento emocional e transforma-lo devidamente naquilo que por natureza ele devia de ser, espasmos coerentes e racionais.
E não estes derrames súbitos onde derreto-me, e a quem me acompanha, na fluidez de um entorno que se extravasa, que tem tudo menos qualquer tipo de lucidez. 
Quis tanto ser tão inteligente nos métodos académicos devidos e fui constantemente desviada por outros caminhos, sei muito sobre várias coisas e nada sobre tudo.
Disciplinar uma mente indisciplinada, regar uma psique alagada, submeter um processo frio naquilo que lhe escalda...não diria ser impossível mas indiferente.
É o gosto da súbita fagulha que pressente. 
A sensação de conhecer aquela pessoa á sete vidas, acreditar na voz das noites que transformam pesadelos em sonhos, sentir o momento exacto em que outra mente me contacta numa telepatia quase inata. 
É estranho, provoca o mais estrondoso cepticismo, eu sei.
A voz intuitiva não é repressiva. 
Não limita e nada nela grita que senão tambores no coração e o pulso batimento que vive além definição.
Tento. 
Tento equilibrar as disparidades que me consomem o senso e nada nele é comum.
 Absorve, recolhe, guarda informação e nada do arquivo move...
A cabeça é a soma de todos os menos e o coração...a cura de todos os venenos.
Tento não pensar mais, é exaustivo, mas logo de seguida não poderia sentir...
Então deixo de tentar, deixo de fugir da responsabilidade de me estruturar 
Tento mesmo, continuar.

Sarah Moustafa 

Arritmias #3





Uma semana pode ter o peso de uma década, a distância e a perca.
Um dia pode ter a leveza de um século, rendendo a verdade, aproximando a saudade.

A entrega.



Sarah Moustafa 

Heart Notes #2




How can I see the worst in people and still like them, love them, want them, miss them, for what they are in spite of all, yet when you're the one breaking the human frail point no one sends you back the same feeling.

Does that make me incredibly stupid?
Enormously naive? 

Or the something more I have to give ? 


Sarah Moustafa 

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Um dia, direi.







Direi que as estrelas estão em mim como no céu e que são elas que me fazem brilhar, que cintilo sem ver luz posta em cada poro tapado, um suspiro de noite que seduz e respira e liberta... no caos da mesma se reproduz.
Direi que sou a energia do redor que provem de todas as pequenas e poucas coisas que são o tudo e o tanto. O céu e o mar entre a terra e o fogo que caminhar, ousar e entregar.
Direi que tenho tudo sem possuir nada e que ganhei apenas quando tudo perdi.
Que fui feliz apenas quando mais sofri.
Fundirei o orgulho numa paletas de cores onde a cicatriz me sorri.
Pedirei desculpas sem ter que as pedir, perdoarei-me sobretudo para perdoar todos outros e o efeito dominó será um reforço ganho da leveza que nalgum tempo me esqueci.
Amarei  a morte profunda e sentidamente para que possa amar a vida intensamente, amarei com todas as forças mesmo sendo ela que me tire quem mais amo... perceberei que não assinala qualquer fim.
Mais do que direi, escreverei que nem uma louca perturbada pelas páginas da vida que algum dia realizarei.

Sarah Moustafa 

Heart Notes






I've told you, you were such a handsome man and you asked me why...
I felt like bursting in infinitude joy and musical perpetual tears to answer you.
That's why.



Sarah Moustafa 

terça-feira, 8 de outubro de 2013

Arritmias #2










O terror e o paraíso entre o rosto as mãos de sinal sem aviso...
Um amor e um toque de dor

Um formigueiro na pele seja onde for...
Não aguento a permanência ou ausência
Preciso do grito que me cala o fervor !
Demando o inferno santificado
Esse que jaz ao teu lado
Quero morrer contigo um pouco todos os dias.



Sarah Moustafa 

In Vino Veritas









As minhas emoções são uma montanha russa estancada no ponto mais alto do seu cume, são carris travados e descarrilados, uma efervescência de água derramada no próprio lume.
A minha ansiedade é o grito tremendo que me evoca a vontade da liberdade, das asas largadas de qualquer sensação de saudade de qualquer magoa que me manche a sanidade...
Eu preciso do medo do assalto, da meia rasgada no percalço e um pouco de violência, um acréscimo de carência, uma doce indecência..que tudo se deite mas não durma ao meu lado.
Gosto de desafios e abismos, pessoas complicadas, estrelas inalcançadas, onde mergulho e trago a tona as réplicas desses sismos que me banham o corpo de alma acentuada.
Onde o que se desmorona impera e me reina o caos que me destila das mãos.
Onde um estalo seja um embalo e uma caricia, o trago amargo uma delicia, o mundo ao contrario onde os céus são da cor que eu quiser, onde dito que os meus ossos são linhagem de uma espécie inventada qualquer, onde sou a mulher que quero ser.
Raposa astuta ou matreira, a delicada e a rameira, a bela e a feia...
O que importa sou todas elas e não fazem ideia, quanto me adoram aquilo que me odeia.


Sarah Moustafa

domingo, 6 de outubro de 2013

Olhos Fechados








Um pássaro morto ou reanimado que me vive nos olhos afundados, entreabertos e fechados o segredo de um dia alimentado

Que chegue e mostre que a noite e só outro lado...
Boa noite...
Dorme me como se fosse possível não sentir o peso de um desejo magoado...




Sarah Moustafa 

sábado, 5 de outubro de 2013

Arritmias









Costumava ter um problema em admitir que sou uma romântica indomada agora tenho um problema em recusar a natureza sublime 
que me foi dada.




Sarah Moustafa


Gosto de imaginar-te por toda a parte





Gosto de imaginar-te em mim de todas as formas.
Sobretudo naquelas que não existem apenas para existirem em nós.
Por dentro e sermos consumidos pela chama alta um do outro.
Por fora sermos desconhecidos que sorriem sempre a primeira vez.
Gosto de cheirar-te nos lençóis onde nunca te deitaste
Ver-te o semblante apaziguado nas mãos de alguém que te massaja as dores e devolve-te as atenuantes
É a tua voz que me chega de todos os lados, nesta música que estou ouvir que se transforma tua, mais do que porque eu quero, um nirvana onde não chego e muito menos impero mas ele toca-me e muda-me porque te admiro e te venero.
Sim, desiludes-me, magoas-me e muitas vezes o que sinto é só Inverno....
Mas eu sou Imperatriz das Ilusões quem sou eu para culpar as minhas mesmas soluções?
Gosto de imaginar-te, entregar-te por toda a parte.
Lembrar-te. Adorar-te e... Amar-te.
Porque posso...é só o que tenho para dar-te.

Sarah Moustafa 

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Divagações







Eu não sei o que é. Eu não sei como se faz. Eu não sei como continuo sempre acreditar.
Sou a maior pessimista fundida numa fé inabalável, mesmo com todas e mais algumas provas em contrario, no sentido da vida e no sentido do amor.
As pessoas que se cruzam no meu caminho dizem-me sempre que é tão fácil falar comigo, no entanto é tão difícil falar-me de volta.
Eu sou a a maior céptica e a maior crente.
A mais amargurada e mais doce que se constrói mesmo na invenção.
Eu sou a mais controlada descontrolada
A pessoa mais feia e a mais bonita sempre á procura do nada, sempre obsessivamente a quer provar que é tudo. Que pode mesmo quando não pode mais.
Não sou nenhum anjo ou diabo, sou um um misto de ambos, um híbrido de intercâmbios da matéria que me pesa e é leve de alvorada em madrugada.
Não sei se sou extremista, masoquista ou musa das ideias vanguardistas... não me considero sentimental e sou a mais profunda romântica idealista. 
A mais exaustiva sugadora de emoções.
Sei lá o que é ou como se faz ...já pensei querer a paz, não a quero.
 Já fiz tudo para a resgatar para ela logo de seguida me abandonar.
Escrever é o meu equilíbrio desequilibrado.
 Não se enganem naquilo que me lêem e eu sou boa a enganar.... não tirem definições dos dedos transcritos que sangram apenas divagações...

Amar eu sei...que sou uma conjugação tua.
Eu continuo....
Eu acredito.


Sarah Moustafa



terça-feira, 1 de outubro de 2013

4 sentidos




Vejo-me nos beirais dos rios que me expandem as margens e na água com reflexo a cristais e sangue dos selvagens.
Vejo-me na terra molhada estendida entre montanhas abraçada com o odor de luxo e vontades carnais perfumada.
Vejo-me no remoinho de vento e na espiral de grito contra o tempo que destrói como limpa a ditadura do sentimento
Vejo-me no lume das chamas quentes crepitante e avermelhada a curva dos meus olhos envolventes destilando calor ou dor, febre e amor na condição doente
Vejo-me nos sentidos da natureza nas incertezas certas da constante surpresa que me perguntam, não é esse o verdadeiro sentido da beleza?
A liberdade no eco da subtileza.

Grito o êxtase da imagem que vejo na mais interna viagem.


Sarah Moustafa