terça-feira, 30 de julho de 2013

Declaração - VIII






Sim sou uma criança. Sou pequena.
Sim sou irresponsável e faço muito pouco valer a pena.
Não, não sei ter a calma e uma certa madura paciência
Não ajo conforme a norma, não tenho ainda essa sapiência
Sim sou impetuosa nada pondero, muito menos sei se existem espinhos na rosa
Eu agarro-a como quem agarra a vida, não a cuido e ela seca-me desgostosa
Não não sou infantil, a infância escapou-me no destino e eu projecto-a de uma forma vil
Não, não sei o que quero mas sei que sim, e mesmo não tendo a certeza do quê, se não tenho essa lacuna, eu desespero
Sim tu és adulto. És grande.
És cauteloso e o passo vagaroso, é como se quer que se ande.
Não a emoção não te exalta o coração, está escondida algures
No sonho que te quebraram do fundo da imaginação
Sim és constante e a instabilidade e insegurança é escondida nessa estante
Onde os livros e o pó guardam a verdade de quem um dia embruteceu
A essência num diamante
Não, não consegues dizer as palavras de candura
São feias e corrompidas, são sujas e iludidas
São cansadas e desmedidas
Mas são sempre a desenvoltura
De um espírito por mais que se domine é sempre
Vestido de Ternura
Sim és grande e eu sou pequena
É toda errada esta cantilena
Não não somos diferentes
Somos iguais no desvio e reparo
Que este Universo nos pôs em cena

Não, não nego
Esta miríade espelhada suprema
A resistência é o que nos envenena.


Sarah Moustafa


Qual Céu ?




No céu de um dia quebrado
Rodopiam vozes sinuosas
Sombras monstruosas
De um mundo desfragmentado

E gaivotas já não voam
Relâmpagos já não ressoam
Tempestade e Bonança
 Foram...
Algures para um outro céu que perdoam

E o céu de uma noite apagada
Não é noite e breu
Não é lua e prata em véu
Desvaneceu
É nada
Ladeiras Dilaceradas
De um ventre divino esventradas

Já não é Céu
É Terra Assombrada.

Sarah Moustafa 

domingo, 28 de julho de 2013

Declaração - VII




Desaparece! 
Desaparece, esta sensação que se desconhece.
Sai. 
Sai fora daqui.
Aqui não há nada que te satisfaça, aqui está tudo vazio.
Sai.
Não te quero. 
Desprezo-TE.
Como foste capaz de me invadir, de trepar pela minha intimidade acima como se de teu direito fosse.
Como se fosse tua posse, tua..completamente nua, sem me despir.
Como foste capaz desta violação, de disseminar o teu veneno nas veias gastas de antídoto, como foste capaz do mais hediondo dos crimes e de o me fazeres cometer. 
Como foste capaz de me curar?
Odeio-te, Odeio-te com todas as minhas forças
Estragaste tudo e não havia mais nada para estragar
Deixaste me tudo e não havia mais nada para deixar
Puseste um fim no inicio que não havia para começar
Fizeste tudo mal no bem que já não existia para depositar.
Arruinaste-me.
E abraçaste-me nas ruínas, fizeste amor comigo nos destroços em que dominas.
Como pudeste fazer amor se és todo o terror... não tu não fazes amor.
Tu não amas, tu destróis e não deixas nada..só o tudo que não pára de me fazer sentir.
Deixaste-me a sentir, reanimaste-me e agora... como deixo de o fazer?
 Como se desliga do que á vida me liga?
Desaparece, não quero esta herança, não quero esta sentença.
Sai...
Vai... esta sensação que me enriquece.
Quero ser pobre, quero continuar sem nada
Leva tudo o que deixas-te
Por favor... Leva tudo o que amaste.
E desaparece, o sempre é verdade, e o sempre acontece.


Sarah Moustafa


sábado, 27 de julho de 2013

Shattered Words, Broken Souls - II




I want you to know that, I know nothing about love.
I know nothing about relationships status
I know nothing about security and I will certainly, constantly, do my very best to break it
I know nothing about trust, trusting you and above all trusting me
I know nothing about tenderness, sweet forehead kisses, and long walks in the weakends
I know nothing about feelings and emotions, I cant recognize them as what they are
I know nothing about good, I touch, I destroy,  it is what is !
I know nothing about myself and the name to define me is a inexistent word on this earth
I know nothing about people, I despise them as much as I sometimes despise myself for being their similiar
I know nothing about every little thing I should know
And I'll say it again, I don't know a thing about love
But i know, like never before, that I im in love with you
I know everything about loving you.
And i'm still trying to figure, how can that be.

I love you although , I don't know how to. 
But I DO. 

I Love you.




Sarah Moustafa

quinta-feira, 25 de julho de 2013

Todos os dias que não Durmo



Durmo contigo todos os dias
Os todos que são nenhuns
Agora, não importam
São todos, por aqueles
Em que foram alguns

Durmo no repouso de uma miragem
Não cerro os olhos
Não durmo de verdade
É a noite e a sua ilusão
Que me abraçam de coragem

Descansas no meu seio
E a textura do cabelo que beijo
E o braço posto no escudo
Onde não me aleijo
Pulsa um poema
Este que te leio
Todas as noites
Que eu penso que te vejo...


Sarah Moustafa

quarta-feira, 24 de julho de 2013

Shattered Words, Broken Souls - I






- Is this..it? You're saying goodbye?

- I wish I knew how to say goodbye! 
I wish I could tell you with all my guts, to get the hell outy of my life. 
But how do we say it?
 How can we say something in a language we don't know?
Tell me in what words I should spell it, in what voice should I say it, in what soul should I feel it. 
Teach me, please, to say goodbye.

- I'll do it, I'll teach your way out through it, if you'll teach me how to stay. 
If you dare do cross my skin and bones, to rip my free will and my fear out of this resistance to fall,  into this numbness you call love. 
Show me how to stay... and I'll show you how to go away,

- And what on earth will that make of us? A tragically impossible love...

- Yes. Impossible not to happen...




Sarah Moustafa

terça-feira, 23 de julho de 2013

E eu ...sei lá





E eu sei lá entender a calma que não me brota da alma!
E eu sei lá sossegar com toda a vida por desbravar!
E eu sei lá cantar a música da paz, se é agitação que na voz a traz !
E eu sei lá amar sem paixão, não tenho desejo sem obsessão !
E eu sei lá rir se é o choro que se quer fazer ouvir !
E eu sei lá calar o silêncio de um segredo por desvendar !
E eu sei lá controlar o impulso latejante, nas veias transbordantes que me movem o pulso !
E eu sei lá ser simples e tabula rasa , quando nada o é, e tudo me arrasa !

Eu sei lá não ser, o que quer que seja, que sou.




Sarah Moustafa

domingo, 21 de julho de 2013

Está tudo bem




Está tudo bem
Tudo e Sempre
Está tudo
Com e sem Alguém

Sorri no choro que decora
Houvesse outra forma
Mas só esta a enamora
O riso de uma lágrima em demora

Está tudo bem
Positivo 
Negativo
O excedente e a falta, quem não a tem?

Está tudo...tudo mal 
Como sempre, 
Sempre 
Solidão e Ninguém
Está tudo...
Ausente
Presente
Como em tudo
Que até mim vem
A Falta...
E um Abrigo
E ainda bem.


Sarah Moustafa

quinta-feira, 18 de julho de 2013

Declaração- VI






Queres saber o que me aconteceu?
Tu aconteceste !
E tu... um acontecimento tão grandioso... que te esqueceste.
Aconteceu a queda do anjo renascido a carne, marcado de um pecado, o querer saborear a humanidade...
Aconteceu o casamento de um Outono e Primavera, melancólicos e doces, juntos na improbabilidade de uma junção orquestrada a quimeras de anos de luz de magia, tanta magia...
Aconteceu o envenenamento de noites cheias de dia, de uma Lua que se rendeu ao Sol, aconteceu o maior cataclismo da história, e no entanto na destruição foi sempre bom, foi sempre doce na amargura e terno na fervura.
Foi sempre milagre.
Dias atrás de dias, fomos desenhos na circunferência de um compasso musical
Foi sempre sonho em todo o pesadelo.
Sempre.
E sempre não chega...nunca chega, é só infinito.
E só não é tudo e não é nada...
E o beijo que aconteceu, foi suspiro de um universo desaparecido num segundo. 
Morreu...
Queres saber o que aconteceu?
Nós que não acontecemos.
Nós que só esse tudo...podemos.


Sarah Moustafa

quarta-feira, 17 de julho de 2013

Declaração- V




Sei que nunca irás ler as letras que te escrevo no pensamento, porque é lá que elas te conversam e te dizem tudo, quanto a subjectividade da palavra pode albergar.
Tudo o que não verbalizo é dito, de uma forma egoísta, reconheço, de uma forma onde só eu encerre a verdade, a que não podes chegar.
Tenho conversas longas em fracções de segundos, e a expressão é linguagem anónima de termo prolixo, ininterrupto, mas sempre inacabado, com  algo mais acrescer na insustentável comunicação de , que sem permissão, fazes parte. 
Sempre, Tu.
O que isso dirá de mim?
Dirá provavelmente tudo o que sentes.
Dirá a contradição que nos afasta, as palavras silenciadas que o tempo arrasta, dirá a estranha beleza que existe em toda a tristeza, que aceitamos na segunda pele que nos assenta tão bem.
O que isso dirá de ti?
Tudo aquilo que eu sinto.
Talvez sejamos tão diferentes, que complementarmente, sejamos tão iguais.
Talvez, também sejas um egoísta que me leva no seu individualismo quieto, e me faz monarca da sua inconsciência.
O que será que me dizes?
Digo-te tudo o que não gostaria de dizer nem na mais intima sonoridade, falo-te, confesso-te dissonâncias que não sabia abrigar.
As conversas mudas que temos, conhecem-nos.
As conversas que as nossas vozes nunca dirão, já se proferiam antes de nos conhecermos.
Sei que nunca me irás ouvir e eu quase que te escuto, encostada a nossa mutua voz.

Quase...que te oiço quando quase...me ouves.


Sarah Moustafa


terça-feira, 16 de julho de 2013

Momento




O momento da verdade na mentira
O momento em que não é oxigénio que se respira
O momento em que a curva não se desvia

E eu queria que esse momento fosse
Estagnado nas águas turvas
De um pântano doce
E me mergulhasse de volta ao que te trouxe

Será destino o momento do fim
Sem finalidade ?
E a porta escancarada
Aberta determinada
Sim! Sim!
Instantes Assim
Tanta Saudade...

Momentos 

Ápices

Velozes 
Ferozes
Atrozes

Flash

Um projéctil em mira
Um eco que suspira
Um acidente na estrada
Nada do momento se retira.

Sarah Moustafa


segunda-feira, 15 de julho de 2013

O-Dor



Os cheiros dos abraços, 
confundem perfumes,
Odores dos seus cansaços

Fragrância de conforto
Esparsos na pele
Apartado até á alma
Absorto

Olor de uma cor
Inexistente 
Inebria uma dor
Suavemente
Perpetua um amor
Ferozmente

Os cheiros dos braços afundados
Apertados de tanta intimidade
Extasiam a intensidade
Na intemporalidade em que são lembrados

Os cheiros não se descrevem
Invadem

Sarah Moustafa

sábado, 13 de julho de 2013

Um Desejo






Pedi um desejo algures
De que não me recordo
Está perdido pelo mundo
E eu perco-me com ele
Não me segures...

Caminha no vento
Ninguém o vê
Mas sente
Sente tanto ...
O vendaval do firmamento
Que me transporta no seu só pensamento.

Pedi sempre o que não podia
Real Realidade,
Terra Firme
Pisar não conseguia !
E o desejo foi sempre Ar ...
Que me levitasse 
Num balão mágico
Alto, Tão Alto !
Onde enfim pudesse respirar ...

Quer-me alguém acreditar
Que o desejo esfumado entre nuvens
Algum dia se poderá realizar?



Sarah Moustafa

sexta-feira, 12 de julho de 2013

Sonhos



Todos os dias são o sonho
O grande adormecido
E nele ponho
O mais pequeno fragmento
Desavindo

Todos os dias 
O sentido se faz
Só porque estou viva
E respira-la docemente
É viver porque nos é sentida
A candura de tudo o que foi 
E pode voltar nesta vida

Tenho uma almofada madrinha
Que a imaginação sublinha
E me faz poeta
Pela dimensão certa
Uma razão
Que a alma penetra

O sonho é poder sonhar
Todos dias
E nunca termos dele acordar
Que sentido tudo teria
Sem um ideal aspirar?
Torna-lo Real
É poder aqui Estar

Sou sonhadora
Quando os sonhos vou visitar
Vou-me lá lembrar...
Que sou nota de uma melodia
Que o universo quer cantar!

Sarah Moustafa


quarta-feira, 10 de julho de 2013

Declaração IV




O gosto de um beijo mascarado de surpresa
A lasciva sensação de uma sedução criada na imaginação.
O terror de sentir-se personagem de uma doce tragédia
O consumir de oxigénio nas portas da morte
Uma arritmia perpetuada num milénio
Humor retorcido, negra comédia
Mantém a sua sorte
....
Um corpo caído
 Um êxtase há sete vidas conhecido
Um interregno invadido
De toque furtivo
Uma instabilidade estável
Uma oportunidade maleável
O caos organizado
Em quantos gemidos decorado?
Uma invasão no consentimento
Uma ilusão de firmamento
PÁRA!
Este tormento...

VOLTA...

CONTINUA POR FAVOR
Este vicio de encantamento,





Sarah Moustafa

Ali!





Ali!
Onde?
Ali onde ninguém vai
Aqui de onde alguem sai
O meio caminho
Apenas Trai...

Ali!
Porquê?
Ninguém me vê
Nem eu
E o sonho que me lê
Só meu
Revela a sua mercê

Ali!
Quero chegar
Onde serei livre
Por a mim mesma aceitar
Ali!
Serei a imperfeita
Que se vai aperfeiçoar
E chegarei um dia
Acreditar
Que sou Deus
Uma força 
Onde só... o tudo
Me irá Abraçar

Ali!
Será apenas...
Aqui.

Sarah Moustafa

terça-feira, 9 de julho de 2013

Dialogo- III





- Eu não sei fazer isto...

- O quê?

- Eu não sei...não sei como amar...

- E tu achas que alguém sabe?
 Achas que alguém nasce com algum tipo de fórmula a equacionar como se faz...
Nós somos a fórmula.
Eu e Tu, ele e o outro.

- A química não chega para se saber estar no amor...

- Pois não, porque nunca se sabe estar.
Porque não se está, não se faz.
Amar não é o acto de saber fazer, mas de saber viver.

- E como se sabe viver?

- Da mesma forma que não se sabe.

- Isso não faz sentido...

(silêncio)


- Exacto....



Sarah Moustafa

segunda-feira, 8 de julho de 2013

Essência




Sou tão perdida por ser encontrada
Sou distante de qualquer alma desejada
Sou porto sem abrigo procurada
Sou o batel que parte na hora encantada

E o naufrágio que me convida
Á sobrevivência Afogada
Em marés de Guarida
Vazam um corpo
De escultura em água construída
Uma fonte imperecivel 
Molhadas Gotas de vida

Sou tão esfomeada 
De uma receita que não me é lembrada
E tão próxima do limite 
A um precipício voltada
E tão descrente da crença acreditada
E tão insatisfeita da satisfação insaciada
E  tão humana de uma força arrebatada
E alguém ordene que tudo isto é nada!


Sarah Moustafa

quinta-feira, 4 de julho de 2013

Só o Tudo




Não faças nada
Se não fizeres tudo ...
E a voz calada
Que fale para me dizer o mundo!

Não faças promessa de um futuro
Se do passado não derrubas o muro
E o presente de luz obscuro
Que seja a sombra de uma vivência que procuro !

Não me dêem certezas
Cuspidas de incertas surpresas...
Quero-as repentinas
Flamejantes de um fósforo acesas !
Que me queimem a pele
De dor lancinante e me levem as tristezas...

Não me vistam as delicadezas
Não me beijem a beleza
Mordam me a alma !
De paixão em ímpeto
Sem calma!
Jorrada na Fortaleza

E não me façam nada
Que não seja toda
A utopia levantada!
E não me digam nada
Miseras palavras
Sem magia alcançada...
Não me declarem que ela não existe
Se o sangue a pulsa...

E o coração interminável resiste!


Sarah Moustafa

quarta-feira, 3 de julho de 2013

Vontade



Os prazeres que me são negados
São a obrigatoriedade interdita
De até mim serem explorados
Sou invertida
Contestatária de forma devida
O que é um espírito livre
Se ouve o que sabe
Que quer que se lhe diga?

 O prazer de errar
No acerto de ao mesmo me segurar
Não existe engano
No hedonismo de o desejo afirmar!

Sou contrária ao meu próprio desejo
E um súbito impulso
É Tudo que vejo
Se existe um custo...
Melhor !
Eu pago o orgulho
Dos sentidos
Seja onde for!
Gratamente
Eu serei Melhor
Ainda que seja
No meu Pior!

Orgulho em excesso?
Talvez...eu confesso
Mas que páginas serão estas
Senão as testemunhas impressas
Das minhas vaidades
 E vontades sem remessas ?!

Sarah Moustafa

segunda-feira, 1 de julho de 2013

Declaração - III




O teu afecto, o meu tecto
Os meus destroços, os teus esforços,
O teu telhado o meu pecado.
Segurança alguém alcança?
Em ti. 
Quem dela se Cansa?
Eu.
Procuro-a na mesma, como amansa e torna suave a ponta de uma lança...
Procuro-te por seres tão inseguro como eu, como o finjo não saber, e como isso te torna meu.
A tua janela aberta a minha transgressão liberta.
O teu sonho, o meu pesadelo a realizar.
O meu medo redobrado, o teu grito de coragem conquistado !
O que faço de ti?
O que faço de mim?
O que faço de nós?
O que não faço, neste súbito impulso de um abraço?
E um desejo rendido
E um beijo sucumbido
E um êxtase prometido
Quanta vida cabe no que digo?
A tua ternura, a minha desenvoltura.
A tua certeza, um novo tipo de beleza.
O teu chão, aos pés o meu coração.
Se o pisares fá-lo languidamente
Devagar...
Não devia dizer isto
Mas o que não se diz, quando se ama, sem avisar
Sem nos perguntar se queremos amar?

Sarah Moustafa

Limbo





Hoje acordei !
Quis destruir 
A força maior que a vontade
Mas não a despertei
Para onde vou de verdade ?

Levantei-me mas permaneci deitada
Que acontecimentos estranhos
Evadidos entre a noite e alvorada
Um esboço, um Desenho
Sempre de costas voltadas!

Deitei-me de novo
E não sei se adormeci
Não sei se foi sonho
Se foi pesadelo
Esqueci!
Mas sombra da sua luz
Juro que vi!

São devaneios
E se durmo
Como os escrevi?
Estou acordada ?
Serei espectro por ai ?

Sarah Moustafa