terça-feira, 28 de agosto de 2012

A Luta Continua...





Ergueste-te. Não esperava que tal fosse possível, nas encruzilhadas do pessimismo enterrei as esperanças vãs de que um dia melhor iria chegar. 
 Este não chegou, a estagnação permaneceu no exacto grau da expectativa decepcionante de uma alteração magica da realidade onde te inseres.
O melhor não chega. Continua tudo igual, toda a monotonia, toda a tristeza de permanecer inalterável num mundo constantemente modificado.
A prerrogativa de continuares a levantar-te, dia após dia nestas condições, é te dada.
 A capacidade que reúne as forças impensadas, as forças que surgem de uma energia com que nunca te deparaste e que agora descobres, e que agora  agarras, com a convicção de uma vitima que se tornou guerreira.
O arco é a tua arma, é a tua expressão mais verdadeira e espontânea, é a tua linguagem.
Sabes que afundar o barco antes da hora não é uma opção viável, não mesmo, e por isso mesmo ergueste-te fraca, dorida e ensanguentada mas nunca derrotada.
No campo minado das batalhas idas, encontras-te o arco e a flecha e neles te fixas-te para sucessão da luta, porque este luta não cessa, não acaba. 
A luta continua em todos os minutos que rodopiam no vortex do tempo concedido.
Na imensidão cinzenta de um céu carregado lanças a seta flamejante.
 A chama carrega a mensagem. A mensagem da esperança. A mensagem da luta que continua.

Sarah Moustafa


segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Lágrimas





Como se de uma semente se tratasse a lágrima brotou grossa e translucida no meu olho assustado, o seu liquido estranho, assemelhando-se a agua, molhou-me as pestanas e por segundos nublou-me a visão.
No decair elegante atravessou a face e percorreu-a , sem hesitação, até chegar aos lábios temerosos, como destino final.
O seu paladar surpreendeu-me. A salinidade da sua composição despertou-me a curiosidade.
As lagrimas transpõe algo de incrivelmente belo e fatídico a que o apelo da resistencia se torna dificil de concretizar.
Irremediavelmente seduziram-me.
A Ansiedade assola-me quando não estão presentes, preciso delas mais do que tudo, porque quando florescem nos meus olhos, a dor decresce, diminui, como se tivesse sido eliminada da minha existência.
Como o se o luto devido, ficasse concretizado.
As lágrimas são companheiras fieis da fragilidade. Entendem-na numa extensão humanamente impossível.
A debilidade consegue funcionar como um vicio, qualquer substância que erradique , nem que apenas por segundos, a dor acutilante que fustiga, devasta e corrompe as entranhas, é bem vinda a entrar.
As lágrimas são a minha necessidade, o meu alivio, o meu vicio pleno.
Quando sublime a lágrima corre no rosto de outrem, corre também no meu.


Sarah Moustafa







Talvez um dia...








Índoles trespassam o campo da verdade. O campo da verdade é tão extenso como camaleónico.
A mudança é a unica constante, não existem verdades imperativas.
Não existem...
Talvez um dia esse despertar aconteça.
Talvez os olhos viagem ao firmamento, esse longínquo espaço que na tentativa de delimitar uma realidade se move mais e mais alem , porque essa é a sua inevitabilidade, o seu triste fado.
Que, na minha opinião, de triste pouco tem, pois apenas constata as belas e variadas formas , sempre em mutabilidade,  num mundo que se força a por vendas nos deslumbres que brotam do seu mais profundo ser. Do seu mais profundo núcleo.
A centelha da esperança esvoaça , uns dias mais do que outros, perante a minha vontade de acreditar.
De acreditar que , talvez um dia, aqueles que mais próximos te são, vejam com este fulgor.
De acreditar que, talvez um dia, o clarão da verdade, que não é assim tão certa, se abata e os desperte aos múltiplos estímulos que os rodeiam.
Talvez um dia isto suceda, e ainda que não aconteça nesta vida, nesta ascensão, partirei com a certeza de que acontecerá nas próximas.
Partirei com a certeza de um reencontro.
O destino profere as suas mensagens numa língua dissonante, é nossa missão torna-la clara e harmónica.
Partilha-la ao próximo, e o próximo ao próximo, e nessa Roda da Fortuna, tudo o que vai volta.
No Uno nos reencontraremos.
Talvez um dia...


Sarah Moustafa

sábado, 25 de agosto de 2012

A Bela e o Monstro







"O imaginario é belo, o conto de fadas realSe por um segundo sentires a magia da entoaçaoO brilho das estrelas sorrirá na tua direcçãoEu amo aquilo que em ti vejoMuito mais do que a carneEu quero o coraçãoEsse orgão impregnado de bondadeComove-me com a saudadeDa mais bela amizadeQue um dia partiu sem ser sua verdadeira Vontade"

Sarah Moustafa


Tale as old as timeTrue as it can be
Barely even friends
Then somebody bends
Unexpectedly

Just a little change
Small, to say the least
Both a little scared
Neither one prepared
Beauty and the Beast

Ever just the same
Ever a surprise
Ever as before
Ever just as sure
As the sun will rise

Tale as old as time
Tune as old as song
Bittersweet and strange
Finding you can change
Learning you were wrong

Certain as the sun
Rising in the east
Tale as old as time
Song as old as rhyme
Beauty and the beast.


Celine Dion feat Peabo Bryson





O Guardião



Não importa quanta areia caia nas ampulhetas do tempo, eu permanecerei do teu lado.
Não importa quanto tentes resistir eu sempre ficarei.
Não é uma escolha que possa ser feita, não depende da tua ou da minha vontade.
Eu olho por ti desde o teu primeiro fôlego, essa é a irremediável verdade.
A missão da minha vida é garantir a tua segurança. A tua felicidade. Encaminhar-te no trilho do teu destino.
O guardião que te incumbiram sem hipótese de devolução.
Talvez um dia entendas. Talvez um dia a verdade te ilumine.
Até lá eu permanecei na penumbra do luar observando.
Até lá me consumirei punindo-me da maior falha que cometi em todo este tempo.
Perdão, eu te peço, pois nunca deveria ter cedido a tentação...
O infortúnio abate-se no ribombar do trovão...
Petrifico.
O deslumbre da catástrofe aterra no coração...

Sarah Moustafa

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

As Deliciosas Criticas



"Há um certo gosto em pensar sozinho.
 É ato individual, como nascer e morrer."
Carlos D. Andrade.





Apontar o dedo aos outros é fácil, difícil é tentar compreende-los em toda a sua complexidade.
Quem julgamos ser quando criticamos algo que não compreendemos?
Os benfeitores da Humanidade? Os Salvadores da Corrupção ?
Só quem sente a pele arder é que sabe pelo que passa e que motivos mascaram as atitudes "feias" ,que tão facilmente vemos nos outros, mas muito pouco em nós mesmos.
A podridão e a corrupção do sistema encontra-se precisamente neste Tribunal de Loucos.
O Tribunal que condena tudo o que fora da linha do aceitável ultrapasse, condena á purgação de um individuo que se deixou infectar por esta terrível Loucura.
A insanidade de forçosamente não querermos aceitar as pessoas como elas são.
" És inconsciente! És irresponsável! És mentirosa! Traidora! Como foste capaz? Rua!!!!!! "
 A rua sendo sinónimo da cela, a cela da exclusão.
Aterrador quando isto acontece no próprio seio da família.
 Aterrador quando isto acontece dentro daqueles que mais amamos.
Porque os danos colaterais destas viroses propagam-se num eco infinito de arrependimentos e indecisões.
Chegada a hora do Juízo Final, a nossa consciência ditará o que de verdadeiro mantivemos em nós.
 De onde fugimos e quem abandonámos.
As criticas deliciam-me, pelo sabor da certeza irrepreensível, de que quando esta hora chegar... O retorno será fenomenalmente atribuído
" Só Deus me Julgará"... por algum motivo , sendo Deus o que nós considerarmos que seja, esta frase está imbuída de significado.
Não somos Juízes , não fomos qualificados a tal, somos meros aprendizes.
Que tal começarmos mesmo a aprender?


Sarah Moustafa


quinta-feira, 23 de agosto de 2012

O olhar de um escorpião



Aura de mistério paira nos relances que um olhar teu provoca. Magnetiza ,sem qualquer tipo de esforço , é simplesmente um mecanismo naturalmente sedutor.
Mas não se trata de uma sedução venusiana, agradável e harmónica, é mais sexualizada, mais intensa.
Um odor que apela ao perigo cravejado na pele plutónica, resistente e arrebatadora.
Uma ameaça que de bom grado te compele a ficar cativo nas amarras da hipnose, que te despe e possui sem ter que te tocar.
Magistralmente penetra fundo, no mais intimo de ti, em busca de todos aqueles pequenos e inconvenientes segredos que tão facilmente desvenda.
Os olhos de um mago ou de uma feiticeira cuja beleza encanta e fascina , quase que tortura e arde num incêndio ,por estes mesmos olhos, rastilhado.
A provocação tenta e sibila num convite acre ao poço das aguas pútridas, onde reinas e dominas, os insanes que até lá ousaram descer.
Quando estes olhos assinalam alguém , demore o tempo que demorar, o alvo surge como que por magia ao apelo da irresistibilidade.
Não há saída possível depois de se aqui entrar.
Ninguém fica impune ao seu poder.
Ninguém...

Sarah Moustafa






quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Virgem- A imperfeição perfeita






Não sei se me conseguirei alongar o suficiente nesta discrição solar tão particular.
Particular pois a infinidade de detalhes é tanta que a complexidade da mutabilidade inerente me força a rever  uma imensidão de aspectos.
Quando pensamos neste posicionamento solar surge-nos de imediato no vocabulário as palavras Perfeccionismo e Prontidão.
Perfeccionismo irradiado com a necessidade de ter tudo em ordem, tudo organizado, tudo estruturado ou não fosse o elemento Terra o seu benfeitor.
Contudo aqui a Terra não é tão fixa e enraizada como seria de esperar, existe uma maleabilidade das características tipicamente térreas , tornando Virgem um signo tipicamente complexo e contraditório.
O caos interior é muitas vezes o mote para essa busca de perfeição pois conscientes da sua desordem trabalham afincadamente , em campanhas de limpeza e organização, para combater esta tendência natural.
Falando de trabalho, outra grande particularidade, a função que ocupam em si não é exactamente o que mais os preocupa, mas antes se a função os torna úteis.
A utilidade é a chave para o bem-estar profissional e também pessoal ,que quando não ocorre, inquieta ao ponto dos convalescer e ameaçar com doenças do foro psicossomático e neuroses.
Injustamente são descritos muitas vezes como os "chatos" ou "aborrecidos" do Zodíaco pois a sua visão do mundo não passa exactamente por grandes brilhos e glamour festivos , é muito mais do que isso.
O mundo na sua visão é uma dádiva constantemente deteriorado pelas pessoas e por isso mesmo necessitado de uma missão de altruísmo onde alguém se encarregue de limpar e cuidar do que foi encardido pela humanidade inconsequente.
Ou seja aqui a Humildade trabalha de uma forma brilhantemente humanizada, preocupada e empenhada em tornar o mundo onde reside, um mundo melhor.
Por isso a falta de vontade de farra. Por isso a falta de vontade de uma exposição. Simplesmente há coisas mais importantes em que perder o tempo e a sanidade.
São inteligentes, demais, e por vezes tal característica funciona como uma bênção e uma maldição pois se por um lado o seu intelecto lhes permite chegar onde a maioria não chega, por outro lado torna-os demasiado conscientes das falhas e das brechas, podendo facilmente torna-los críticos em excesso e intolerantes, para com a falta de rigor e precisão que outros poderão não possuir ou não nos níveis por um Virgem exigido.
São possuidores também de uma timidez e insegurança com o próprio corpo, naturalmente, devido a consciência de que a perfeição não lhes foi concedida. Essa consciência pode ser mortificante.
Independentemente de outros factores que possam acentuar ou diminuir aquilo que descrevo sobre estas fantásticas formigas do Zodíaco existe uma certeza:
Um virgem nunca será simples, nunca será fácil de entender ou lidar. Nunca será mundano ou fútil. Raramente se libertará da natural reserva, da segurança. Raramente deixará de ajudar, de precisar de ajudar tudo e todos. De se preocupar.Tê-lo como amigo ou amante será sempre uma mais valia.
Não há nenhum outro que se equipare na ajuda que um Virgem pode dar e na qualidade com que dá!
Existe sempre uma aura de uma certa pureza de uma certa candura, uma aura de Respeito.
Uma fragilidade temperada com uma força inesperada.




Sarah Moustafa







terça-feira, 21 de agosto de 2012

O Perdão



Em retrospectiva de fragmentos de uma memória vívida eu tento exercitar o poder do perdão.
Perdoar, ter esta capacidade, doa-nos uma força que só com a força do Amor poderá competir, as capacidades que uma palavra tão curta e um gesto tão pequeno podem ter assemelha-se quase a uma irrealidade paralela num mundo alternativo.
A força do perdão consiste nas benesses curativas.
Desculpar uma palavra rude, um gesto indelicado, uma decisão irresponsável é o suficiente para nos garantir mais alguns anos de qualidade de vida, é suficiente mas não só, é vital.
A chave da medicina, o elixir da pedra filosofal, a cura para os grandes males, que há tanto, nos assolam e devastam no rasto da vingança e do rancor, os antagonistas temerários deste mesmo perdão.
É complicado atropelar o Ego em prol do bem-estar, é difícil reprimir um orgulho que nos defende a carcaça, é quase impossivel adquirir este sentido de vida.
Contudo nos momentos de introspecção, em que tudo aquilo que doi ascende, tal tela de filme nos meus olhos, nesses momentos em que a dor se liberta fugazmente do Ego, eu vejo o perdão.
Quase que o sinto. Quase que o pratico. Falta só um quase de nada ou um quase de tudo.
E continuo doente. Continuamos todos doentes, porque não perdoamos.
Não sabemos perdoar.
Morremos.
A carcaça apodrece e o Orgulho vence.
A raiva contamina. O rancor permanece.


Sarah Moustafa

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Perdidos- parte I



Estar no limbo da acção entre o passado e o futuro, desnorteia.
Perde-se esse norte de tal forma que bússola alguma poderá dar o mínimo indicio de uma localização certa.
A esse fenómeno baptizamos de Perdido.
Estar perdido é estar em alvoroço com tudo a nossa volta, toda a paisagem circundante, e sobretudo com connosco mesmo.
É a primeira grande etapa de um processo de renovação, que muitas vezes só lá no fim da jornada, nos apercebemos da dimensão apoteótica de algo que tão subtil se apresenta.
Quando nos perdemos activamos a desfragmentação.
Tudo aquilo que pomos em causa, que pomos em jubilo, que ousamos tomar como certo, tudo altera.
Esta situação desbrava a selva mais fundo, com menor temor e uma grande urgência de voltar para casa.
Mas voltar a casa não representa voltar ao lar ou voltar a residência concreta e material.
Voltar a casa é voltar ao núcleo ,soterrado na vida mundana, que nos aguarda sempre, paciente, pelo regresso de uma criança perdida, mutilada, que se tornou grande antes de crescer.
Primariamente , quando perdidos, resistimos a tudo o que nos convença a ficar no trilho desconhecido. Resistimos a todos os sinais.
Voltamos atrás constantemente, fechamos os olhos querendo acreditar que alguém em breve nos tirará dali, aguardamos.
Quando a espera se abate infrutífera forçamo-nos a levantar, com os sobejos de uma força que desconhecíamos possuir, erguemo-nos e partimos em busca de alimento, de abrigo, de uma forma de nos mantermos vivos.
Esta busca é mais que um instinto de sobrevivência, é uma necessidade, um bichinho latente de precisarmos de fazer mais do que o básico.
É um atender ao grande propósito, que só nesta fase de silencio, conseguimos ouvir.

Sarah Moustafa

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Queres ser má?



Rebeldia interessante é esta que nos rodeia ultimamente...
A necessidade de ultrajar, de ser diferente assume cada vez mais uma maior importância na sociedade decorrente, mas pergunto-me se é através deste tipo de atitude de vão-se todos f**** que algo realmente significativo acontece.
Ora nos nigas e nas bitches diárias existe algo muito particular que me suscita o interesse.
Analisando um pouco do seu passado é claro, translucido como agua da nascente, que tudo não passa de um sistema de defesa deficiente criado para nos protegermos de quem nos rodeia.
A agressividade injustificada nas palavras, nas acções, na incompreensão da nossa propria natureza e da aceitação dela mesma, é a tristeza que vemos espalhada por um mundo inteiro de julgamentos e inadaptações.
É precisamente nesta tentativa , falhada, de querermos mostrar ao mundo que somos diferentes que nos tornamos iguais.
Alias não necessitamos de dar provas de nada acerca de nós mesmos a não ser ao próprio autor, Tu.
O mundo já sabe as particularidades que te compõe, ele é o melhor designer, só tu é que ainda não te apercebeste desta feliz certeza.
Por isso em vez de proferir palavras feias, de julgar actos alheios que nada nos concernem, vamos nos olhar ao espelho e fazer uma retrospectiva... e ai decidir se temos realmente o direito e a formação necessária para ser juiz dos outros.
Que tal ganharmos coragem para nos colocar no próprio lugar de réu, de advogado e juiz de nós mesmos e de nada mais senão isso.
Que tal, parece bem?

Sarah Moustafa

Melancolia



Terrível sensação saudosista invades, sem permissão, a plenitude do meu ser, encarcerado nas memorias de não sei quem e do não sei quando...
Só resta a necessidade de ficar assim quieta, divagando nos recônditos da mente , relembrando palavras, toques e odores, de um tempo ido, criado ou não na minha imaginação.
Não interessa no fundo, pois apenas requer e exige que active qualquer coisa, bem fundo dentro de mim, para alimentar essa terrível imperatriz, a melancolia.
O vazio aprofunda-se mediante este estado de espírito e arquitecta uma angustia e uma ansiedade inexplicável á razão.
É superior á saudade, pois esta ainda que nos visite constantemente em memoria de alguém ou de um determinado momento, não é um estado de espírito imutável e permanente.
Alterna os seus períodos de ataque.
A melancolia pode fixar as suas raízes, alimentando-se escrupulosamente das nossas energias, e ficar o tempo que bem lhe apetecer. Pelo menos, até o estado se tornar depressivo ,talvez aí, abandone quem seu escravo se tornou.
 É completamente Vil esta sensação.
Cuidado, assim que a sua sombra paire por perto, pois o seu faro, para potenciais alvos á subjugação do seu poder, é enorme.
A mínima fragilidade é o suficiente para lhe chamar atenção.
Meticulosa, aproxima-se silenciosamente e entra no corpo.
É praticamente impossível, retira-la antes da sua vontade, e ainda que se consiga, os danos que deixa....são irreparáveis.


Sarah Moustafa